No dia de ontem, o mercado financeiro brasileiro registrou um ajuste significativo, resultando na cotação do dólar comercial a R$ 4,97, o que representa uma queda de 0,55%. Esse valor é o mais baixo desde 12 de maio, quando a moeda havia encerrado o dia em R$ 4,895.
Enquanto isso, o Ibovespa apresenta uma leve desvalorização de 0,52%, fechando em 205.835,29 pontos, mesmo assim mantendo-se acima da marca dos 200 mil pontos. É importante notar que, em outubro, este índice subiu 10,46%, e acumulou um resultado positivo de 27,75% no ano.
Impactos internacionais
A escalada do dólar frente a outras moedas foi notada no cenário internacional, enquanto as bolsas de Nova York tiveram um desempenho positivo e o petróleo manteve-se em leve estabilidade.
Números relevantes
- Dólar à vista: R$ 4,975 (-0,55%);
- Queda acumulada do dólar em 2026: 9,37%;
- Ibovespa: 205.835,29 pontos (-0,52%);
- Ibovespa este mês: +10,46%;
- Ibovespa no ano: +27,75%;
- Petróleo Brent: US$ 100,58 (+0,26%);
- Petróleo WTI: US$ 89,44 (+0,01%).
Análise do câmbio
Com a recente diminuição da moeda, o dólar registrou uma mínima de R$ 4,945, durante a manhã. Nos últimos dias, a moeda já acumulava uma queda de 4,62%, com a significativa perda de 4,12% vista na segunda-feira.
A movimentação do real está intrinsecamente ligada ao resultado do primeiro turno das eleições, o que, segundo analistas, pode indicar que uma nova gestão poderia reduzir o risco para os ativos brasileiros e proporcionar uma agenda focada em ajustes fiscais.
No contexto internacional, o índice DXY, que avalia a força do dólar americano perante um grupo de seis moedas, viu uma queda de 0,31%, indo a 101,848 pontos no final do dia.
Desempenho do Ibovespa
Após uma impressionante alta de 7,85% na segunda-feira, o Ibovespa fechou em declínio, apresentando oscilações que variaram de 204.725,23 pontos a 209.522,60 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 58,06 bilhões.
A queda observada é vista como uma correção de lucros após uma alta excepcional, em resposta ao resultado das eleições, que também fez com que o índice atingisse novos recordes históricos.
Petróleo: leve estabilidade
Na análise do mercado de petróleo, a commodity fechou com uma leve oscilação, com o barril do tipo Brent subindo 0,26% e finalizando a um preço de US$ 100,58, enquanto o WTI teve um leve aumento de 0,01%, encerrando a US$ 89,44.
Os preços do petróleo foram influenciados por tensões geopolíticas no Oriente Médio, envolvendo o Iémen e a Arábia Saudita, e ao mesmo tempo, os sinais de oferta resiliente limitaram a alta nos preços. O governo saudita anunciou movimentações significativas de barris, mesmo em um cenário conturbado.
Para o futuro, as projeções do Departamento de Energia dos EUA indicam uma expectativa de US$ 96 por barril de Brent em 2026, e US$ 84 para 2027.
Fonte: Agência Brasil/EBC







