Dorival Júnior não sabe se continuará no São Paulo em 2027 — e trabalha como se não soubesse. Na entrevista após a vitória sobre o Vasco, o técnico revelou que 11 jogadores das categorias de base estão sendo preparados para a próxima temporada e afirmou que sua obrigação é deixar o clube em condições, independentemente de quem assuma o comando.
“Por obrigação, tenho que preparar algum material que eu possa deixar, independentemente da manutenção do meu contrato ou não. Tenho que ter esse nível de profissionalismo com quem aqui entra. O próximo presidente não tem obrigação nenhuma de renovação comigo, nem uma continuidade; tem que saber o que é melhor para o São Paulo.”
Os 11 da base
Dorival detalhou a rotina dos jovens: eles não são relacionados para as partidas, mas participam de treinamentos durante a semana, passam pelo psicólogo, pela fisiologia e pelo departamento médico, e retornam à base conforme a necessidade.
“Hoje estamos com 11 jogadores sendo preparados. Não são relacionados aqui, jogam dentro das necessidades na base, voltam na segunda-feira para abrir uma nova semana de treinos.”
A projeção é otimista para janeiro. “Tenho certeza de que, quando o São Paulo se reapresentar, teremos jogadores da base muito mais preparados para enfrentar um ano que será difícil e bem complicado.”
O exemplo de 2023 e o gol de Nestor
Para ilustrar a tese, Dorival voltou ao título da Copa do Brasil de 2023, quando cinco jogadores formados em Cotia estiveram na final. O técnico citou Rodrigo Nestor como caso concreto de que o respaldo ao jovem tem retorno.
“Se não acreditássemos nele, esse gol importante para a história do clube não aconteceria. É uma obrigação de quem está no clube tentar construir algo que, se não for aproveitado por nós, possa ser no futuro.”
Brenner, hoje no Vasco, também foi citado como exemplo de produto da base são-paulina. Contra o próprio Vasco, Dorival deu minutos a Gustavo Santana e Luis Osório no segundo tempo. Djordney, outro jovem em evidência, ficou de fora por suspensão.







