O aumento da dívida pública brasileira está diretamente ligado às taxas elevadas de juros, conforme afirmou Dario Durigan, ministro da Fazenda. Ele destacou que a gestão de dívidas antigas utilizando títulos novos acarreta em uma elevação dos pagamento de juros, não em gastos adicionais do governo.
A afirmação ocorreu durante uma entrevista concedida à Globonews nesta quinta-feira (6). Durigan explicou que, embora exista uma correlação entre a questão fiscal e os juros, outros aspectos essenciais também impactam as elevadas taxas brasileiras.
Desdobramentos e Posições do Ministro
Quando questionado sobre se os gastos governamentais influenciam a taxa de juros, Durigan assegurou que “o governo não está gastando acima das suas receitas”.
“Estamos quitando dívidas antigas com novos títulos. Assim, o aumento da dívida se dá pela gestão da mesma, e não por novos gastos”, acrescentou Durigan.
De acordo com dados do Tesouro Nacional divulgados em julho, a Dívida Pública Federal (DPF) ultrapassou R$ 9,2 trilhões em junho, impulsionada pela forte emissão de títulos atrelados à Taxa Selic.
O ministro reafirmou que juros altos são o principal responsável pelo crescimento do endividamento público.
“Continuaremos nossos esforços para melhorar o resultado fiscal do país”, ressaltou. Durigan também mencionou que a economia nacional apresenta um desempenho robusto, destacando a “menor inflação já registrada” e a crescente melhora nas avaliações das agências de risco internacionais sobre o Brasil.
Fonte: Agência Brasil/EBC








