O Exercício Felino 2026, que contou com a colaboração de cerca de 740 militares brasileiros e de outras cinco nações, foi concluído em 21 de setembro em Foz do Iguaçu (PR).
Esse exercício, sob a coordenação do Ministério da Defesa, simula situações de instabilidade e conflito armado, permitindo que as Forças Armadas do Brasil e seus parceiros praticarem a pronta resposta em operações de paz.
Segundo informações fornecidas pelo Ministério da Defesa, o evento deste ano incluiu não apenas quase 700 soldados brasileiros, mas também 38 militares de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.
De acordo com o general Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, que liderou a atividade, “o Felino 2026 serve como uma ferramenta crucial para a preparação militar, promovendo a cooperação internacional e garantindo a proteção da sociedade”.
O general ressaltou que, além de aumentar a habilidade de atuação conjunta, o exercício promove relações de defesa e diplomáticas dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, além de preparar os militares brasileiros para futuras missões de paz da ONU.
Atualmente, 71 militares do Brasil estão em operações de paz em locais como Chipre, Colômbia, Líbano, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Saara Ocidental, Somália, Sudão do Sul e Abiey, na fronteira entre Sudão e Sudão do Sul.
O programa de treinamento incluiu manobras para desativação de artefatos explosivos, proteção de civis, gestão de ameaças químicas, além de abordagens sobre novas tendências em conflitos armados, assistência humanitária a refugiados e medidas de prevenção à exploração e abuso sexual.
Nesta edição, houve a mobilização de 119 viaturas (22 da Marinha, 86 do Exército e 11 da Força Aérea), além de oito embarcações da Marinha e duas aeronaves da Força Aérea, que participaram das operações iniciadas em 10 de setembro.
O próximo exercício conjunto está programado para ocorrer em 2027, no Timor-Leste.
Fonte: Agência Brasil/EBC







