O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), vinculado ao Ministério Público de São Paulo, apresentou uma denúncia contra quatro indivíduos suspeitos de monitorar a rotina do promotor Lincoln Gakiya e do coordenador de unidades prisionais do oeste paulista, Roberto Medina. A investigação revela que o grupo atuava em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Desde 2018, Gakiya e Medina são alvos do PCC, conforme evidenciado por bilhetes manuscritos que continham ordens para assassiná-los. O GAECO informou que os denunciados estavam envolvidos na vigilância das autoridades e buscavam adquirir armamento pesado. Os acusados foram identificados como Victor Hugo da Silva, Wellison Rodrigo Bispo de Almeira, Sergio Garcia da Silva e Adilson Audinir Oliveira Junior, cada um com funções específicas na coleta de informações sobre as vítimas.
As investigações indicam que Sergio e Adilson mantinham contato com membros de outros núcleos da facção, sendo que Sergio estava em negociações para a compra de armamento. Segundo o Ministério Público, ele se destacou por suas tentativas de ocultar conversas e negociações, mantendo um contato mais próximo com os altos escalões da organização criminosa.
A denúncia, assinada pelo promotor Juliano Carvalho Atoji, destaca que os acusados, de maneira coordenada, realizaram um levantamento detalhado sobre as rotinas, endereços e dados das autoridades públicas, com o intuito de repassar essas informações para a ‘Sintonia Restrita’, setor responsável pela execução de ações estratégicas do PCC, que incluíam planos de atentados contra as vítimas.
Fonte: Agência Brasil / EBC








