Hoje, 22 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciará na 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, a partir das 10h (horário de Brasília).

Durante seu discurso inaugural no segmento de alto nível da assembleia, o presidente deverá enfatizar a relevância do multilateralismo, um dos pilares da diplomacia brasileira, diante do aumento de conflitos globais e do respeito ao direito internacional, evitando ingerências nas questões internas dos países.
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Ele também deverá advogar pela negociação como método para resolver conflitos, refletindo a perspectiva brasileira sobre diversos assuntos da agenda internacional.
Entre os tópicos que serão abordados, destaca-se a reforma das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança. O Brasil defende a modernização da estrutura e funcionamento do órgão, criticando sua incapacidade de lidar com os desafios internacionais atuais.
O presidente Lula já participou de reuniões bilaterais com outros líderes, incluindo o secretário-geral da ONU, António Guterres, que se aproxima do término de seu mandato, e com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que iniciou sua gestão neste ano. Lula retornará ao Brasil na mesma data.
Esta é a 11ª vez que Lula representa o Brasil na Assembleia Geral da ONU em sua função de presidente. Em seus três mandatos, ele não compareceu apenas em 2010.
Trump
O presidente dos EUA discursará em seguida, logo após Lula, e é possível que ambos se encontrem nos bastidores do plenário. No ano anterior, os dois líderes tiveram um breve contato quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para sua apresentação.
O encontro gerou uma impressão positiva em ambos, e Trump se referiu à “química excelente” entre eles, sendo este o primeiro de três encontros desde então.
Outras atividades
Segundo informações do Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ficará em Nova York ao longo da semana, participando de diversas reuniões, incluindo aquelas do Brics, IBAS, G77, G4, L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de encontros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.
O ministro também liderará duas reuniões ministeriais: no dia 23 de setembro, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa do Brasil durante sua presidência no G20; e no dia 24, a reunião da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), da qual o Brasil preside desde a 9ª Reunião Ministerial realizada em abril, por um período de três anos.
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, que também copreside a Aliança Global, participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, focando em segurança alimentar, proteção social e desenvolvimento. No dia 23, ele se juntará ao encontro da Aliança Global.
A delegação brasileira estará presente em reuniões do Conselho de Segurança da ONU, discutindo a situação na Palestina, a solução de dois Estados, a desigualdade e temas ligados ao direito internacional humanitário.
Comitiva brasileira
Além de Mauro Vieira e Wellington Dias, a comitiva contará com a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, todos envolvidos em atividades relacionadas às suas respectivas áreas.
Fonte: Agência Brasil/EBC







