A autoridade policial no Ceará indiciou João Munhoz Neto, de 34 anos, sob a acusação de violência psicológica contra sua namorada, a universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, além de fraude no processo investigativo relacionado ao falecimento dela.
Essas informações foram oficialmente divulgadas pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) nesta quarta-feira, 7, marcando a conclusão do inquérito a respeito do caso.
Desdobramentos do Caso
João Munhoz foi preso em Fortaleza em 22 de setembro sob um mandado de prisão preventiva, visando assegurar a continuidade da investigação criminal. Durante esse processo, foram coletados depoimentos de 29 pessoas, incluindo familiares e amigos de Isabelle, bem como de funcionários e outras testemunhas do edifício onde residia.
Estudantes podem se preocupar com as condições de vida e segurança de seus relacionamentos, especialmente em situações de controle e manipulação emocional. O inquérito concluiu que a morte de Isabelle ocorreu em circunstâncias que sugerem uma “precipitação voluntária da estudante”, levantando discussões sobre a saúde mental no contexto de relacionamentos abusivos.
Ao todo, a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) elaborou 17 laudos periciais, incluindo necropsia, exames toxicológicos e análises de DNA. Somente em relação às imagens de câmeras, foram avaliados cerca de 700 vídeos daquela área.
A Polícia Civil ainda não conseguiu contato com a defesa de Munhoz Neto para maiores esclarecimentos sobre seu lado da história.
Informações de Apoio
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo serviço Ligue 180, disponível 24 horas. Adicionalmente, profissionais estão prontos para ajudar pela Central de Atendimento pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180, e por e-mail, central180@mulheres.gov.br.
As denúncias também podem ser feitas em delegacias especializadas ou comuns e em Casas da Mulher Brasileira. Para situações de violação dos direitos humanos, o Disque 100 e o telefone 190 da Polícia Militar estão à disposição.
Fonte: Agência Brasil/EBC








