O recente segundo turno das eleições mostrou uma presença inesperada nas seções eleitorais: famílias trazendo crianças para familiarizá-las com o conceito de democracia e o processo de votação.
Em Brasília, no Centro de Ensino Médio Paulo Freire, a publicitária Polyana Carla Alves Ázara e a internacionalista Luísa Malagoli aproveitaram a ocasião para levar seu filho e seu cachorro, vivenciando juntos a escolha do próximo presidente, que administrará o Brasil de 2027 a 2030.
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Residente em Goiânia há quatro anos, Polyana fez seu primeiro voto na capital e desejou que seu filho estivesse presente nesse momento importante.
“A participação dele é essencial. Um dia ele poderá refletir que esteve presente em uma decisão que moldaria seu futuro e o do Brasil. Nosso filho faz parte de uma democracia que deve ser favorável ao seu amanhã.”
Enquanto isso, Polyana argumenta que políticas públicas devem ser pensadas para além dos mandatos.
“Devemos pensar nas próximas gerações e não apenas no presente. As ações de qualquer governante precisam ter uma visão de longo prazo.”
Luísa Malagoli, por sua vez, relata que ensina seu filho sobre a importância do voto, com base nos ensinamentos de seus próprios pais.
“Esse é um dos momentos mais significativos na vida de um cidadão. Não podemos nos omitir na construção do nosso futuro; apenas reclamar não é suficiente.”
Direitos Femininos e O Voto
Com um E-título no celular e duas filhas, Emanuelle, de 10 anos, e Luna, de 9, a analista de departamento pessoal Elizabete Queiroz Gomes levou suas filhas à votação.
“Desde pequenos, é crucial ensinar a importância do voto e como todo o processo eleitoral funciona.”
Após votar no Varjão, a 13 km do centro de Brasília, Elizabete afirma que seu voto é uma escolha consciente em prol de um futuro melhor para suas filhas.
“Como mulher brasileira, votar carrega um significado enorme, uma conquista que não faz tanto tempo que alcançamos.”
Ela se refere à conquista do voto feminino no Brasil, estabelecida em 1932.
Olhar para o Futuro
Na mesma escola, Siomara Chao, de 59 anos, trouxe seu neto Iyaz, de 4 anos, por um sentimento patriótico, mesmo que a criança ainda não compreenda totalmente a relevância das escolhas na cabine eleitoral.
“Iyaz já sabe cantar o Hino Nacional, e isso reflete o ensino de patriotismo que recebeu na escola.”
Com seu parceiro, o mecânico Plínio de La Pena, de 72 anos, Siomara explica que suas decisões na votação visam assegurar um futuro mais promissor para seus quatro filhos e 12 netos.
“Participar hoje é um ato de cidadania. É um esforço para garantir melhorias para nossos descendentes.”
Reflexões sobre a Segurança
Arcanjo Miguel Mota da Silva, de apenas 7 anos, acompanhou seu pai, Nilsemar Ferreira da Silva, ao local de votação, sem compreender completamente o contexto do ato.
Pese isso, Nilsemar acredita que essa experiência é um passo inicial para que seu filho venha a entender mais sobre política.
“Desejo um país melhor, onde eu possa sair de casa sem medo. A segurança e a educação das crianças são prioridades para mim.”
Fonte: Agência Brasil/EBC








