A coletiva de João Martins após a vitória do Palmeiras por 2 a 0 sobre o São Paulo, neste sábado (12), pelo Campeonato Brasileiro, teve análise técnica do resultado — mas o momento que gerou mais interpretações foi a resposta do auxiliar sobre a ausência de Abel Ferreira, suspenso pelo STJD.
A indireta
Sem citar a entidade ou o episódio diretamente, Martins recorreu à filosofia para responder sobre comandar o time no lugar do treinador suspenso: “Ninguém gosta de perder o comandante. Na faculdade, tive uma disciplina sobre a história do esporte. O futebol, por ser coletivo, é a cara da sociedade da nação. O futebol da Noruega é a cara da sociedade da Noruega, o de Portugal é a cara de Portugal, e o do Brasil é a cara do Brasil. Se olharmos para as notícias de hoje no Brasil, está tudo dito.” A declaração foi amplamente interpretada como uma crítica ao ambiente do futebol brasileiro.
A eficácia como lição do resultado
Na parte técnica, Martins destacou a importância de converter as oportunidades criadas — algo que o Palmeiras não vinha fazendo com regularidade. “Se tivermos que escolher um fator mais importante no futebol, é a eficácia. Nos últimos jogos tivemos muitas chances e as perdemos. Esperamos que, no próximo jogo, em dois chutes, façamos dois gols”, afirmou o auxiliar.
Sem olhar para o adversário
Questionado sobre o fato de o São Paulo ter optado por escalar os reservas, Martins recusou qualquer análise do adversário. “Não controlamos. É o trabalho deles. Preferimos focar mais em nós”, disse, sem entrar no mérito da estratégia tricolor.
Quito é o próximo destino
O Palmeiras volta a campo na quarta-feira (16), em Quito, para enfrentar a LDU pela volta das quartas de final da Libertadores. Com a vantagem de 1 a 0 conquistada em casa, o time busca a classificação às semifinais.








