As previsões para o fenômeno El Niño de 2026-2027, apresentadas no boletim nº 4 do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelam uma alta possibilidade de que este evento atinja uma intensidade “muito forte” durante os meses de outubro, novembro e dezembro. Se confirmado, este poderá ser um dos mais potentes já registrados desde 1950.
O impacto esperado para o Sul do Brasil inclui chuvas superiores à média, o que aumenta o risco de cheias na região. Em contrapartida, o centro-norte do país deverá enfrentar um clima mais seco e, assim, um incremento nos riscos de incêndios florestais.
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Além disso, as temperaturas devem permanecer acima da média em várias partes do Brasil.
Prevê-se também que ocorram chuvas intensas em partes do Sudeste e na região leste do Nordeste. Por outro lado, o Norte e o Nordeste do Brasil poderão sofrer com a escassez de chuvas e altas temperaturas, o que agravará as condições de seca e elevará o risco de incêndios.
O fenômeno El Niño refere-se ao aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial.
No final de setembro, a temperatura da superfície do mar nessas áreas ultrapassou 2 °C acima do normal, conforme dados da agência norte-americana CPC/NOAA.
Este boletim é uma colaboração entre o Inpe e diversas instituições, entre elas o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Fonte: Agência Brasil/EBC







