• Brasil
  • Automóvel
  • Esportes
  • Culinária
  • Outros
  • Contato
Pauta Viva
No Result
View All Result
  • Brasil
  • Automóvel
  • Esportes
  • Culinária
  • Outros
  • Contato
Pauta Viva
SUBSCRIBE
No Result
View All Result
Pauta Viva
No Result
View All Result

Home - Brasil

Relatório da OCDE Revela 9% de Professores sem Qualificação no Brasil

Editor by Editor
29 set 2026
in Brasil
Logotipo da Agência Brasil
Share on Facebook
Share on Twitter

Um em cada dez professores da educação básica pública no Brasil, entre 2024 e 2025, não detinha qualificação considerada adequada, conforme o último relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicado nesta terça-feira (29). Essa taxa de 9% se aproxima da média observada entre os membros da organização, que é de 9,1%. O estudo leva em conta a falta de diploma, de certificação ou de formação pedagógica.

Segundo o relatório intitulado Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance), a carência de professores qualificados é frequentemente uma consequência da escassez de profissionais na área. A análise deste ano investiga as razões para a falta de docentes e os efeitos sobre o sistema educacional.

Leia também

Fachin Reitera Importância do Voto e da Paz nas Eleições

Indivíduo detido ao tentar invadir o STF em Brasília

TRE-RJ Proíbe Porte de Arma de Deputado e Instaura Inquérito

No país, a ausência de professores capacitados é mais crítica em certas regiões e disciplinas. O documento da OCDE aponta que a dificuldade para recrutar docentes é acentuada em áreas mais isoladas e vulneráveis, especialmente nas disciplinas de matemática e ciências.

“O papel do professor é fundamental para a aprendizagem. Ele identifica as dificuldades de cada aluno, ajusta seu método de ensino e transforma o conhecimento em oportunidades. Portanto, ao valorizar os professores, estamos decidindo sobre o futuro do Brasil”, afirmou Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco.

Aumento no Número de Professores

Apesar do descenso no número de alunos, o Brasil conseguiu aumentar a quantidade de professores nos primeiros anos do ensino fundamental. De 2015 a 2024, o número de docentes cresceu 4%, em contraste com uma queda de 7% nas matrículas.

Em comparação, nos países da OCDE, a quantidade de professores nas escolas primárias, tanto públicas quanto privadas, teve um incremento médio de 13%, acompanhada por um crescimento de 2% do número de estudantes.

A OCDE projeta uma diminuição de 3% na população de crianças entre 5 e 14 anos no Brasil entre 2024 e 2033, o que, se as políticas não mudarem, pode resultar em uma menor necessidade de professores.

Qualidade da Formação e Retenção

Ricardo Henriques, do Instituto Unibanco, ressaltou que a situação precisa ser avaliada além do número de professores formados.

“É essencial entender quem está entrando nas escolas, suas formações, quais disciplinas ensinam, onde atuam e por quanto tempo permanecem”, disse.

O relatório também revela que a saída de docentes contribui significativamente para a falta de profissionais. Em 2022, 10,3% dos professores qualificados no Brasil deixaram a profissão, seja por aposentadorias ou demissões, em comparação com uma média de 6,4% entre os países da OCDE no ano letivo de 2024-2025.

Henriques observou que essa taxa não indica que todos os professores abandonaram a carreira; parte deles pode ter migrado para instituições privadas. No entanto, isso representa um desafio considerável para a retenção de docentes nas redes públicas.

Salários e Condições de Trabalho

O estudo da OCDE indica que fatores como salários, ambientes de trabalho, relacionamentos com alunos e famílias, clima escolar, autonomia profissional e reconhecimento social têm um impacto significativo na atratividade da carreira docente.

No Brasil, a satisfação dos professores dos anos finais do ensino fundamental com as condições de trabalho foi de 44,3% em 2022, em contraste com uma média de 68,4% nos países da OCDE.

Quanto à satisfação salarial, apenas 22,3% dos docentes brasileiros expressaram contentamento, frente a 38,7% na média da organização.

O Ministério da Educação (MEC) assegura que está desenvolvendo uma política de valorização salarial, sublinhando o Piso Nacional do Magistério, atualmente fixado em R$ 5.130,63.

Iniciativas para a Docência

Em resposta à falta de professores, o MEC mencionou o programa Mais Professores para o Brasil, instaurado em 2025, que busca ações para valorizar a carreira docente.

Outra iniciativa destacada é o Pé-de-Meia Licenciaturas, criado para atrair estudantes para os cursos de formação de professores. De acordo com o ministro da Educação, Leonardo Barchini, o programa gerou um aumento de 106% nas matrículas de estudantes de alto desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em cursos de licenciatura entre 2024 e 2026.

“Com o Pé-de-Meia Licenciaturas, aumentamos em 106% as matrículas de estudantes de alto desempenho no Enem, de 2024 a 2026. Cada vez mais, os jovens percebem a docência como um projeto de vida”, avaliou Barchini em declaração à imprensa.

O MEC também indicou medidas de formação que incluem o acompanhamento anual da qualidade dos cursos de licenciatura através do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o fortalecimento do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e a reformulação da formação inicial.

“Ainda há desafios históricos a serem enfrentados, mas o Brasil retomou uma política estruturada e abrangente para a formação, atração, reconhecimento e valorização dos professores”, concluiu Barchini.

Professores de Segunda Carreira

A inclusão de profissionais de outras áreas na docência é considerada pela OCDE uma estratégia válida para combater a escassez de professores.

No Brasil, 11,5% dos docentes dos anos finais do ensino fundamental estavam em uma segunda carreira em 2024, enquanto a média entre os países da OCDE é de 8,4%.

O Panorama da Educação é publicado anualmente pela OCDE e reúne dados que permitem comparar os sistemas educacionais dos países membros. O Brasil participa desse relatório desde 1997, com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sendo responsável pelo manejo dos dados e pela formação dos indicadores nacionais.

Fonte: Agência Brasil/EBC

Posts relacionados

Logo Agência Brasil

Fachin Reitera Importância do Voto e da Paz nas Eleições

by Editor
01 out 2026

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, destacou a importância do respeito ao voto popular e à preservação...

Logo da Agência Brasil

Indivíduo detido ao tentar invadir o STF em Brasília

by Editor
01 out 2026

Na noite de quinta-feira (1), um homem foi detido ao tentar invadir o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme...

Logo Agência Brasil

TRE-RJ Proíbe Porte de Arma de Deputado e Instaura Inquérito

by Editor
01 out 2026

Consequências significativas surgiram após uma recente polêmica em campanha eleitoral no Rio de Janeiro. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio...

Logo Agência Brasil

TSE proíbe Globo de mostrar púlpito vazio em debate presidencial

by Editor
01 out 2026

Em uma decisão significativa, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que, durante o debate presidencial desta noite, a TV Globo...

Next Post
Logo Agência Brasil

TSE Delibera Sobre Postagens Controversas de Nossa Senhora

Relacionados

Logo Agência Brasil

Novo app permite denúncias de fraudes eleitorais no Rio

outubro 1, 2026
Logo Agência Brasil

Brasil enfrenta nova tarifa de 67% na exportação de carne para a China

outubro 1, 2026
Logo Agência Brasil

Cantareira inicia operação na faixa de alerta após chuvas

outubro 1, 2026

Categoria

  • Automóvel
  • Brasil
  • Culinária
  • Cultura
  • Empregos
  • Esportes
  • Finanças
  • Horóscopo
  • Outros
  • Uncategorized
No Result
View All Result
  • Brasil
  • Automóvel
  • Esportes
  • Culinária
  • Outros
  • Contato

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.