O Santos ainda não sabe se contará com Neymar e Gabigol na temporada 2027. Em entrevista ao GE, o executivo de futebol Alexandre Mattos afirmou que as decisões sobre os dois atacantes passam primeiro pela eleição presidencial do clube, prevista para o fim deste ano.
Além do cenário político, a classificação do Peixe para a Libertadores ou para a Sul-Americana também será importante na avaliação financeira e esportiva para a próxima temporada.
Neymar depende de cenário político e financeiro
Neymar tem contrato com o Santos somente até o fim de 2026. Segundo Mattos, uma eventual renovação está diretamente ligada ao resultado da eleição e à continuidade da atual administração.
O executivo lembrou que foi Marcelo Teixeira quem liderou o movimento para trazer o atacante de volta ao clube e destacou a relação do presidente com a família do jogador.
“Muitos perguntam: ‘Ah, o Neymar não vai renovar?’. Eu acho que primeiro tem que resolver a eleição. É fato, quem trouxe o Neymar de volta foi o presidente Marcelo Teixeira. É óbvio que o fato de ele continuar fortalece e muito uma possível renovação do Neymar. O pai dele está com o Marcelo Teixeira, conhece, confia… E aí, obviamente, que a gente vai entender a felicidade do Neymar para ele continuar.”
Apesar do interesse esportivo em manter o camisa 10, a questão financeira também pesa. Neymar representa um custo elevado para o Santos entre salários e participação em receitas comerciais. O jogador tem direito a metade dos valores de novos contratos comerciais fechados após seu retorno ao clube.
Por isso, uma possível permanência exigiria uma negociação que permita ao Santos reduzir o impacto financeiro do acordo atual.
Gabigol também tem futuro indefinido
A situação de Gabigol também está em aberto. O atacante pertence ao Cruzeiro e está emprestado ao Santos até o encerramento da temporada.
Mattos novamente colocou a eleição como um dos fatores que podem influenciar as conversas, além da relação existente entre o jogador e a família Teixeira.
“O principal é uma eleição. O Gabigol é outro que tem uma relação com a família Teixeira, de confiança muito grande. Enfim, tem uma eleição e isso vai interferir muito ali na credibilidade das pessoas ali para as coisas acontecerem.”
O dirigente, porém, ressaltou que o momento ainda não é de discutir uma definição contratual, já que o Santos está concentrado na reta final do Campeonato Brasileiro.
“No caso do Gabigol, não é momento para isso, nós temos jogos. O Cruzeiro também, o Gabigol hoje é um ativo bem valorizado.”
Libertadores pode mudar cenário
A participação do Santos em uma competição continental em 2027 também será considerada na montagem do planejamento.
Uma vaga na Libertadores ou na Sul-Americana representaria receitas adicionais e poderia aumentar a capacidade do clube de manter jogadores com salários elevados.
No caso de Gabigol, ainda existe outro ponto importante: a posição do Cruzeiro. O clube mineiro precisará decidir se pretende contar com o atacante novamente ou negociar uma nova solução.
O Cruzeiro já sinalizou que não pretende repetir o atual modelo de empréstimo, no qual arca com parte dos vencimentos do jogador. O salário de Gabigol gira em torno de R$ 3 milhões por mês.
Definições ficam para o fim da temporada
Com o cenário político e esportivo ainda em aberto, o Santos deverá deixar as negociações para um momento posterior.
A eleição presidencial e o encerramento do Brasileirão devem ser decisivos para determinar o planejamento de 2027. Até lá, o clube concentra esforços na busca por uma vaga continental e na preparação para a reta final da temporada.
A permanência de Neymar e Gabigol, portanto, dependerá da combinação entre o resultado eleitoral, as condições financeiras do Santos, a situação do Cruzeiro e os objetivos esportivos para o próximo ano.







