O Brasil enfrenta um cenário preocupante com a possibilidade de reintrodução do sarampo, especialmente com a movimentação intensa de turistas para a Copa do Mundo de 2026. O Ministério da Saúde já emitiu avisos sobre o aumento de riscos associado à doença, destacando uma mensagem clara: deve-se redobrar a atenção em relação à prevenção e à vacinação.
A situação é alarmante, uma vez que o continente americano apresenta elevados índices de transmissão da doença. Recentemente, foram confirmados três casos em crianças na zona norte de São Paulo, e a Secretaria de Saúde paulista já contabiliza 23 casos de sarampo em 2026, com um número considerável de pessoas não vacinadas.
O Que É o Sarampo?
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, conhecida por ser uma das principais causas de mortalidade infantil em várias partes do mundo. Apesar dos esforços para controlar a doença por meio da vacinação, ela ainda representa um desafio significativo, especialmente em áreas com baixa cobertura vacinal.
Como O Sarampo é Transmitido?
A infecção se espalha de pessoa para pessoa, transmitida pelo ar ao tossir, espirrar ou até mesmo ao falar. Um único indivíduo infectado pode contagiar até 90% das pessoas próximas que não possuem imunidade contra a doença.
O vírus pode ser transmitido nos dias que antecedem e os que sucedem o aparecimento das manchas características, conhecidas como exantema.
Sintomas do Sarampo
Os sintomas principais incluem febre alta (acima de 38,5 graus) e manchas vermelhas pelo corpo. Além disso, a pessoa pode apresentar:
- tosse seca;
- irritação nos olhos (conjuntivite);
- forte mal-estar.
A febre persistente deve ser encarada como um sinal de alerta, especialmente para crianças com menos de cinco anos, em que a doença pode evoluir de forma grave.
Complicações Relacionadas
O sarampo pode ter sérias consequências, incluindo sequelas permanentes e até risco de morte. Entre as complicações mais comuns estão:
- pneumonia: cerca de 5% das crianças com sarampo desenvolvem essa infecção pulmonar, que é a causa mais frequente de morte associada à doença;
- otite média: 10% das crianças afetadas podem sofrer dessa infecção no ouvido, resultando em perda auditiva;
- encefalite: de 1 a 4 crianças a cada mil podem ter essa inflamação cerebral, com taxa de mortalidade de 10%;
- mortes relacionadas: de 1 a 3 em mil crianças golpeadas pelo sarampo podem falecer devido a complicações.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é geralmente clínico, embora testes laboratoriais sejam o método ideal. Os médicos utilizam amostras de sangue e secreções para confirmar a infecção.
Atualmente, não existe um tratamento específico para o sarampo. O foco é aliviar os sintomas e promover conforto ao paciente, mantendo a hidratação e suporte nutricional adequados.
Importância da Vacinação
A prevenção do sarampo é viável através da vacinação. O calendário vacinal considera a idade, a saúde individual e a presença de surtos. É fundamental que todos, especialmente crianças de 12 meses a 59 anos, estejam vacinados.
É possível encontrar várias formas de vacina, como:
- vacina dupla viral: protege contra sarampo e rubéola;
- vacina tríplice viral: protege contra sarampo, caxumba e rubéola;
- vacina tetraviral: protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
Para garantir a imunidade, recomenda-se que aqueles que não foram vacinados iniciem ou completem o esquema vacinal conforme as diretrizes do Calendário Nacional de Vacinação.
Vale destacar que a vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes, mas essas devem se vacinar no pós-parto caso não tenham sido imunizadas. Durante surtos, a aplicação de uma terceira dose pode ser recomendada.
Por fim, conhecer o histórico vacinal é fundamental, pois indivíduos que já tiveram sarampo são considerados imunizados. Caso haja dúvidas, a vacinação é sempre a melhor opção.
Fonte: Agência Brasil/EBC








