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CCJ aprova PEC que altera cobrança do IPVA

phortolandia@gmail.com by phortolandia@gmail.com
08 jul 2026
in Brasil
CCJ Camara dos Deputados
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A PEC do IPVA foi aprovada nesta quarta-feira (8) pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados e segue em análise no Congresso Nacional. A Proposta de Emenda à Constituição 3/26 muda a base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, que passaria a considerar apenas o peso do veículo, e não mais o valor de mercado.

A proposta é de autoria do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). O texto também estabelece que o valor cobrado de IPVA não poderá ultrapassar 1% do valor de venda do automóvel. Além disso, autoriza os estados a criarem descontos para veículos menos poluentes.

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A mudança ainda não está valendo. Para motoristas de Hortolândia, Campinas, Sumaré, Monte Mor e demais cidades da região, a votação representa apenas mais uma etapa da tramitação. A proposta ainda precisa passar por uma comissão especial e, depois, pelo Plenário da Câmara dos Deputados, onde deverá ser votada em dois turnos.

Kim Kataguiri - Missão-SP - autor da PEC IPVA
Kim Kataguiri – Missão-SP – autor da PEC IPVA

PEC do IPVA muda cálculo para considerar peso do veículo

Pelo texto aprovado na CCJ, o IPVA passaria a ser calculado com base no peso do veículo. Hoje, a cobrança é feita pelos estados a partir do valor de mercado do automóvel, normalmente associado à Tabela Fipe.

Atualmente, as alíquotas variam entre 1% e 4%, conforme as regras de cada estado. Com a PEC, o modelo de cobrança deixaria de acompanhar o preço de mercado do veículo e passaria a considerar uma característica física do automóvel.

Na prática, a proposta pode alterar a forma como o imposto é cobrado de carros, motos e outros veículos automotores. A discussão tem impacto direto no orçamento de famílias, trabalhadores, motoristas de aplicativo, comerciantes e proprietários de veículos usados para deslocamento diário.

O que foi aprovado pela CCJ

A Comissão de Constituição e Justiça analisou a admissibilidade da PEC. Essa etapa verifica se a proposta pode tramitar do ponto de vista constitucional e jurídico. O mérito da mudança, incluindo os impactos econômicos e arrecadatórios, será discutido em uma comissão especial.

O relator da proposta, deputado Rodrigo de Castro (União-MG), apresentou parecer favorável à admissibilidade. Segundo ele, a comissão especial deverá avaliar pontos como eventual redução de receitas, repercussão sobre a autonomia financeira dos entes subnacionais e necessidade de regras de transição.

Isso significa que a CCJ não decidiu ainda se o novo modelo será melhor ou pior para estados, municípios e contribuintes. A aprovação permite que a discussão avance para a próxima fase dentro da Câmara.

IPVA não poderia passar de 1% do valor do veículo

Um dos principais pontos da PEC do IPVA é o limite de cobrança. O texto estabelece que o imposto não poderá ultrapassar 1% do valor de venda do automóvel.

Hoje, como o IPVA é definido pelos estados, o valor pago pode variar bastante conforme a unidade da federação, o preço do veículo e a alíquota aplicada. A proposta busca criar uma regra nacional para limitar a cobrança.

O texto também permite que os estados concedam descontos para veículos menos poluentes. Essa possibilidade foi mantida na proposta aprovada pela comissão.

Debate teve defesa e crítica à proposta

Durante a discussão, Kim Kataguiri afirmou que existem alternativas para compensar uma eventual redução da carga tributária. Segundo ele, a comissão especial poderá analisar mais de R$ 200 bilhões em diferentes compensações, incluindo cortes em privilégios tributários, supersalários e desonerações setoriais.

A proposta, no entanto, também recebeu críticas. O deputado Helder Salomão (PT-ES) afirmou que o novo modelo pode gerar distorções. Para ele, um caminhão velho e pesado poderia pagar mais imposto do que um carro de luxo feito com material mais leve.

O presidente da CCJ, deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), defendeu o debate sobre o cálculo do IPVA. Segundo ele, o veículo deixou de ser um bem de luxo para milhões de brasileiros e, em muitos casos, representa instrumento de trabalho, fonte de renda e meio de transporte indispensável.

Emenda retirou limite de gastos do Legislativo

O parecer aprovado incluiu uma emenda que retirou um trecho da proposta original. Esse trecho previa que a despesa total anual do Congresso Nacional, das assembleias legislativas, da Câmara Legislativa do Distrito Federal e dos tribunais de contas da União, dos estados e do DF não poderia ultrapassar 0,4% da Receita Corrente Líquida do respectivo ente federativo.

Segundo Rodrigo de Castro, essa regra estabelecia parâmetros financeiros incompatíveis com a manutenção da autonomia administrativa e financeira dos entes federados.

Com a emenda, essa parte foi excluída do texto que segue em tramitação.

Proposta mantém limite para publicidade institucional

A PEC mantém a previsão de limite para gastos com propaganda institucional de todos os poderes e do Ministério Público, abrangendo União, estados, Distrito Federal e municípios.

Pelo texto, essas despesas não poderão ultrapassar 0,1% da Receita Corrente Líquida. Também fica proibida a publicidade de caráter promocional ou pessoal.

Caso os limites sejam descumpridos, o órgão ficará proibido de criar novas despesas, conceder reajustes ou contratar pessoal até voltar a se enquadrar nas regras previstas.

Próximos passos da PEC do IPVA

Após a aprovação na CCJ, a PEC do IPVA ainda precisa ser analisada por uma comissão especial, que será criada para discutir o mérito da proposta. Nessa fase, os deputados deverão avaliar os efeitos da mudança para contribuintes, estados, municípios e arrecadação pública.

Depois, o texto seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma mudança na Constituição, a proposta precisará ser votada em dois turnos.

Até a conclusão de todas essas etapas, nada muda na cobrança do IPVA. Motoristas da região de Hortolândia, Campinas, Sumaré e Monte Mor devem continuar seguindo as regras atuais de pagamento do imposto.

FAQ – PERGUNTAS FREQUENTES

O que é a PEC do IPVA?

A PEC do IPVA é a Proposta de Emenda à Constituição 3/26, que muda a base de cálculo do imposto. Pelo texto, o IPVA passaria a considerar o peso do veículo, e não mais o valor de mercado.

A PEC do IPVA já está valendo?

Não. A proposta foi aprovada na CCJ da Câmara, mas ainda precisa passar por uma comissão especial e pelo Plenário, onde será votada em dois turnos.

Como o IPVA é calculado hoje?

Atualmente, o IPVA é cobrado pelos estados com base no valor de mercado do veículo, geralmente pela Tabela Fipe. As alíquotas variam entre 1% e 4%.

O que muda para motoristas de Hortolândia e região?

Nada muda por enquanto. A proposta ainda está em tramitação. Se for aprovada nas próximas etapas, poderá alterar a forma de cálculo do IPVA para proprietários de veículos em todo o país.

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