O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu um prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie sobre a recusa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em comparecer ao depoimento agendado para esta terça-feira (28) na Polícia Federal (PF). Flávio apresentou uma defesa escrita e não compareceu ao inquérito que investiga acusações de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O depoimento estava marcado para às 14h, mas os advogados de Flávio enviaram à PF uma manifestação solicitando que a defesa escrita substituísse o depoimento. Como acusado, Flávio não é obrigado a depor. O delegado Antônio Carlos Knoll informou a Moraes que o senador foi devidamente intimado, mas optou por apresentar defesa escrita.
Moraes decidiu: “Demonstrada a intenção de Flávio Nantes Bolsonaro em não comparecer à Polícia Federal para prestar depoimento, conforme solicitado pela Procuradoria-Geral da República, determino o retorno dos autos ao Ministério Público para manifestação, no prazo de 15 dias.” O caso envolve uma postagem de Flávio na rede social X, em 3 de janeiro, onde ele fez declarações ligando Lula a crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e apoio a ditaduras.
No mês passado, a PF concluiu que Flávio cometeu calúnia ao associar o presidente a esses crimes. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o depoimento do senador, que foi autorizado por Moraes, ressaltando que Flávio poderia retratar-se, o que poderia isentá-lo de uma possível condenação. O caso foi então devolvido à PF.
Fonte: Agência Brasil / EBC








