No segundo trimestre de 2026, o Brasil alcançou uma impressionante taxa de desemprego de 5,4%, marcando o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
Este novo recorde representa uma diminuição em comparação com o primeiro trimestre deste ano, que apresentava uma taxa de 6,1%, e também é melhor do que a taxa de 5,8% observada no mesmo período do ano anterior. Os dados foram anunciados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (30).
No último trimestre, o cenário de emprego no país revelou 103,1 milhões de pessoas empregadas, um aumento de 1,081 milhão em relação ao primeiro trimestre deste ano.
O número de indivíduos desempregados totalizava 5,9 milhões, refletindo uma queda de 10% (ou 718 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior.
Dentre os setores que mais contribuíram para a criação de empregos entre os dois primeiros trimestres, destacam-se:
- Setor de transporte, armazenagem e correio: +3,9% (adicionando 235 mil postos de trabalho)
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +2,6% (com 489 mil novos empregos)
Segundo a Pnad, entre abril e junho, o Brasil teve 39,4 milhões de trabalhadores registrados formalmente e 13,6 milhões sem registro.
A taxa de informalidade, ou seja, a proporção de trabalhadores sem contrato formal entre os ocupados, foi de 37,4% neste segundo trimestre.
O rendimento médio para os trabalhadores no Brasil ficou em R$ 3.738, o maior já registrado para esse período. Entretanto, este valor ainda está abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2026, que foi de R$ 3.765.
Pnad
A pesquisa conduzida pelo IBGE analisa o mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, que vão desde trabalho formal até temporário e por conta própria.
Conforme os critérios do instituto, uma pessoa só é considerada desempregada se tiver ativamente buscado emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, que abrange 211 mil domicílios em todo o país e no Distrito Federal.
O IBGE classifica como informais aqueles que trabalham sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo, que ficam sem garantias como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
A menor taxa de desemprego registrada pela Pnad foi de 5,1%, no encerramento de 2025, enquanto a taxa mais alta, de 14,9%, foi observada em dois momentos: durante os trimestres findos em setembro de 2020 e março de 2021, ambos em virtude da pandemia de covid-19.
Mercado formal
Os dados da Pnad são divulgados no dia seguinte a outros relatórios sobre o mercado de trabalho, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que é desenvolvido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que apenas acompanha a situação de trabalhadores com registro.
De acordo com o Caged, em junho, o saldo foi positivo com a criação de cerca de 145,2 mil vagas formais. No acumulado de 2026, já se contabilizam 921,7 mil novos empregos com carteira assinada.
Fonte: Agência Brasil/EBC








