A recente 16ª edição do Festival Cinefoot consagrou o longa Copinha, dirigido por Joaquim Salles, como o Melhor Filme na competição internacional entre as produções cinematográficas.
Joaquim Salles, sobrinho do renomado cineasta Walter Salles – vencedor do Oscar por Ainda Estou Aqui – e filho do documentarista João Moreira Salles, traz à luz a história de um time pouco conhecido, mas cheio de potencial.
Exibições e Premiações
Os filmes selecionados foram apresentados gratuitamente em quatro salas do Rio de Janeiro de 6 a 11 de agosto e, em São Paulo, no Museu do Futebol, de 7 a 10 do mesmo mês.
A produção de Salles destaca a trajetória do Esporte Clube Macapá durante a edição de 2024 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, também conhecida como a Copinha, o maior torneio de futebol sub-20 do planeta.
Com enfoque na busca por reconhecimento de jovens talentos que se encontram longe dos grandes centros esportivos, o filme se destacou em um contexto competitivo, superando obras de países como Argentina, Espanha e Reino Unido. A escolha do vencedor foi determinada pelo voto popular.
Naquela edição do torneio, o Macapá enfrentou o Potyguar Seridoense-RN e obteve empates contra o Flamengo de Guarulhos (SP), anfitrião do grupo, e o tradicional Vasco. Classificando-se em segundo lugar, o time amapaense foi eliminado na fase seguinte pelo Ibrachina, uma equipe da capital paulista focada em categorias de base.
Outras Premiações
Na categoria de Melhor Curta-Metragem, Camisa 9, dirigido por Guilherme Baptista, foi o grande vencedor. O curta revela como três jornalistas negros da família Baptista transformaram a maneira de se discutir futebol na televisão brasileira nos anos 1980, trazendo uma nova perspectiva e representatividade à mesa-redonda esportiva.
O Troféu João Saldanha, que homenageia produções que ressaltam o aspecto humano e libertário do futebol, foi atribuído ao documentário Coligay, dirigido por Guto Franco e Murilo Megale. A obra revisita a história da primeira torcida 100% gay do Brasil, surgida durante a ditadura militar, representando um símbolo de resistência.
Por fim, o Troféu Museu da Pelada premiou o documentário Várzea, sob a direção de D’Andrade, que captura as memórias do futebol amador praticado em campos de terra batida e aborda a lenta extinção desses espaços fundamentais para a cultura do futebol.
Fonte: Agência Brasil/EBC







