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Home - Brasil

Decisão Judicial Aponta Falhas da Enel Em Apagão de 2025

Editor by Editor
09 set 2026
in Brasil
Queda de árvores sobre carros na Rua Paula Ney em São Paulo
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A Justiça de São Paulo determinou que a Enel Distribuição não cumpriu com suas obrigações durante o apagão que se deu nos dias 9 e 10 de dezembro de 2025, e que deixou mais de 2 milhões de consumidores sem energia elétrica. O evento foi desencadeado por um ciclone extratropical e, segundo as autoridades legais, as falhas da concessionária foram evidentes.

A ação civil pública, iniciada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), desconsiderou os argumentos da Enel que tentavam isentar a empresa de responsabilidade, alegando que o fenômeno natural era a única causa das interrupções.

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Contexto do Apagão

O MPSP esclarece que, apesar do ciclone ter contribuído para a falta de energia, este não pode ser considerado como justificativa única para os danos e a morosidade no restabelecimento do serviço. A instituição enfatizou que eventos climáticos, independentemente de sua gravidade, fazem parte dos riscos que a Enel deve estar preparada para gerenciar.

“Quando ocorrem tais episódios, a responsabilidade da concessionária permanece intacta, uma vez que é necessário ter infraestruturas e um planejamento eficaz a fim de mitigar os impactos sobre a população”, afirmou o MPSP.

Entre as falhas citadas na ação judicial, destacam-se:

  1. Foco das equipes apenas durante o horário comercial;
  2. Redução significativa de trabalhadores nas horas noturnas;
  3. Insuficiência de veículos de grande porte para transporte;
  4. Emprego de profissionais não treinados para situações de emergência;
  5. Baixa efetividade no atendimento às ocorrências;
  6. Falta de gerenciamento adequado da vegetação ao redor da rede elétrica.

Dados do Apagão

Informações da Aneel revelam que, somente no dia 10 de dezembro, o sistema registrou 6.715 interrupções, das quais 3.056 (46%) levaram mais de 24 horas para serem resolvidas, atingindo cerca de 759.304 clientes. É importante mencionar que o total de interrupções registrado não reflete o número exato de consumidores afetados, pois um único desligamento pode impactar múltiplas residências.

Além disso, houve casos de clientes que permaneceram sem energia por até seis dias, com a interrupção mais longa alcançando 142,8 horas. A Justiça concluiu que, embora o ciclone tenha sido o gatilho inicial, a resposta tardia da Enel deve-se a falhas em seu planejamento e manutenção.

Posicionamento da Enel

Em comunicado, a Enel defendeu que suas ações durante o ciclone foram adequadas ao nível de severidade do evento. A empresa argumentou que os ventos intensos e prolongados foram os principais fatores que atrasaram a recuperação do fornecimento.

“Em comparação com outros eventos climáticos, conseguimos restabelecer a energia mais rapidamente. Em nove horas, 2,5 milhões de unidades já estavam reabastecidas, e após 24 horas, 80% dos clientes afetados tinham a energia restabelecida”, destacou a concessionária.

A companhia afirmou que mobilizou cerca de 1,6 mil equipes, destacando que o trabalho durante o dia foi mais produtivo devido à visibilidade e segurança. Além disso, o número de profissionais alocados superou em 25% a 33% os critérios estabelecidos em seu plano de recuperação submetido à Aneel, com a inclusão de equipes de variados setores para suportar as operações.

Em sua defesa, a Enel também ressaltou que nos últimos anos a empresa tem demonstrado melhoria contínua em seus indicadores de atendimento emergencial, como o tempo médio para solução de problemas e a quantidade de interrupções prolongadas, resultados que superam a média nacional das grandes distribuidoras.

Fonte: Agência Brasil/EBC

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