A situação do saneamento básico nas propostas políticas é um aspecto que necessita de urgência, conforme um levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil. A pesquisa revelou que somente 13 dos 62 principais candidatos a governos estaduais possuem planos sólidos voltados para essa questão crucial.
A análise da instituição centrou-se em candidatos com maior chance de êxito nas eleições, considerando as pesquisas de intenção de voto entre 22 de agosto e 4 de setembro deste ano.
O Instituto Trata Brasil, uma entidade civil dedicada a aumentar a conscientização sobre a importância do saneamento, examinou quatro eixos principais dessa política pública: planejamento, viabilização de investimentos, governança e definição de metas concretas.
Classificação das Propostas
Com base nessa análise, os candidatos foram classificados quanto à profundidade de suas propostas. As classificações incluem:
- Ausente: Não menciona nenhum eixo de saneamento;
- Superficial: Aborda apenas um eixo;
- Transversal: Desenvolve de dois a três eixos;
- Abrangente: Trata os quatro eixos analisados.
Todos os candidatos analisados, ao menos, mencionaram um dos eixos. Entretanto, as propostas superficiais consistem em apenas cinco, enquanto 44 propostas foram classificadas como transversais, sendo que 15 delas abordam dois eixos e 29, três. A análise concluiu que 13 candidatos incluíram todas as quatro áreas.
Segundo Luana Pretto, presidente executiva do Trata Brasil, mesmo que os planos mencionem o tema, ele aparece de maneira ainda insuficiente. “Nos últimos quatro anos, a visibilidade do tema aumentou; contudo, a abordagem continua limitada. O importante é estabelecer metas claras e objetivas, como identificar o percentual atual de água e esgoto e o que se planeja entregar ao final do mandato”, afirmou.
“O ideal seria que, em estados com índices baixos de saneamento, candidatos se comprometessem a tratá-lo com seriedade, já que faltam apenas sete anos para a universalização”, conclui Luana Pretto.
Entre as propostas, a universalização do saneamento é a mais abordada (87%), seguida por drenagem (76%) e investimentos (58%). Entretanto, apenas 26% dos concorrentes apresentam metas viáveis relacionadas a essa universalização. “Falar sobre universalização é fácil, mas é ao definir compromissos que identificaremos o verdadeiro interesse em resolver os problemas”, avaliou a presidente executiva.
Fonte: Agência Brasil/EBC







