Hugo Souza não fugiu da pergunta. Na zona mista após o empate por 1 a 1 com o Vitória nesta segunda-feira (19), o goleiro admitiu o medo do rebaixamento, elogiou o trabalho psicológico que Seedorf trouxe ao grupo e reconheceu a frustração com um resultado que poderia ter sido melhor — mesmo tendo interrompido a série de oito derrotas seguidas.
“Com certeza tenho medo de ser rebaixado. A gente não pode fugir da realidade. É um medo que todos têm — manchar a nossa história como atletas, mas principalmente a do clube. Mas temos certeza de que, fazendo o que estamos fazendo, vamos nos distanciar e terminar o ano de uma forma digna.”
O impacto emocional e o papel de Seedorf
Hugo Souza reconheceu que a sequência negativa afetou o grupo emocionalmente, mas destacou uma mudança de abordagem desde a chegada do novo técnico — o apoio direto da psicóloga do clube ao elenco:
“É inevitável não afetar. Quando você vem num momento ruim, com as derrotas que vinha sofrendo, com tudo que aconteceu no campeonato, temos que saber gerir bem. O professor tem colocado a doutora próxima da gente — uma pessoa que sempre nos ajudou e tem muito a nos ajudar.”
A leitura do empate
Apesar da frustração com o placar, o goleiro enxergou sinais positivos no desempenho e projetou conversão desse rendimento em vitórias:
“Saímos frustrados pelo jogo que fizemos, mas dá confiança para que, se a gente fizer o que fizemos hoje, vamos transformar essa posse de bola, essa pressão em gols e vitórias nos próximos jogos.”
O que vem pela frente
Com 33 pontos, o Corinthians segue fora da zona de rebaixamento, mas a distância ainda é curta. O próximo jogo é sábado (24), fora de casa, contra o Vasco, pela 32ª rodada do Brasileirão.







