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Oportunidade de Renegociação: R$ 90 Bi no Desenrola 3.0

Editor by Editor
21 out 2026
in Brasil
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quarta-feira (21) que as instituições financeiras têm a possibilidade de renegociar dívidas antigas que somam até R$ 90 bilhões na nova fase do programa Desenrola 3.0. O edital com as diretrizes para a participação dos bancos e demais instituições será publicado nesta quinta-feira (21), iniciando um processo para habilitar os credores interessados em transferir suas carteiras de crédito para a União.

Embora a quantia total pareça alta, o governo estima que o valor máximo desembolsado para adquirir essa quantidade de dívidas não ultrapassará R$ 9 bilhões, aplicando um desconto mínimo de 90% conforme estabelecido pelo programa.

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Informações adicionais:

  • Governo cria 3ª fase do Desenrola com compra de dívidas pela União.
  • Falsos anúncios sobre Desenrola Brasil enganam usuários nas redes.

As instituições financeiras terão um prazo de cinco dias úteis para indicar quantia de débitos que desejam ofertar. Vale destacar que esta fase não é voltada para consumidores renegociarem suas dívidas diretamente, mas sim para avaliar o interesse dos credores e categorizar as dívidas conforme as faixas de renda.

Durigan enfatizou: “Estamos convidando os bancos a se organizarem e informarem sobre o volume exato por faixa de renda, focando nos grupos mais vulneráveis.”

Etapas do Processo

A iniciativa será direcionada a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), que precisarão apresentar carteiras de dívidas de acordo com os critérios do programa e aceitar as condições mínimas de desconto.

Os passos do processo incluem:

  • Chamamento: lançamento do edital para os credores manifestarem interesse;
  • Apresentação das carteiras: prazo de cinco dias úteis para informar os débitos;
  • Definição do leilão: análise do volume informado, separando por faixas de renda;
  • Compra das dívidas: realização do leilão, marcada para novembro, com possibilidade de prorrogação para dezembro.

O objetivo é estruturar a disputação de modo a beneficiar especialmente devedores de menor renda e microempreendedores individuais (MEIs). Contudo, caso as dívidas de baixa renda sejam inferiores ao esperado, o governo se reserva o direito de adquirir mais dívidas de alta renda.

Custo do Programa

A projeção é que os credores apresentem até R$ 90 bilhões em dívidas e, com o desconto mínimo de 90%, a União pagaria apenas 10% do valor nominal das carteiras.

Se todas as dívidas previstas forem oferecidas, o custo total não excederá R$ 9 bilhões. “Caso os R$ 90 bilhões sejam oferecidos, estaríamos cientes de que no máximo gastariam R$ 9 bilhões em total para adquiri-los”, destacou Rogério Ceron, secretário executivo do Ministério da Fazenda.

Entretanto, a aquisição não será obrigatória para todas as carteiras apresentadas. A intenção é criar um orçamento para o leilão e fomentar a competitividade entre os credores, potencialmente gerando descontos ainda maiores.

“Dependendo do que for apresentado, podemos exigir descontos que cheguem a 93% ou até 95% no leilão. E, com isso, poderíamos obter abatimentos ainda mais significativos”, comentou Durigan.

Tipos de Dívidas Aceitas

A terceira fase do Desenrola, estabelecida por uma medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro, pretende que a União compre carteiras de dívidas antigas para auxiliar na renegociação com os consumidores.

As condições incluem:

  • Dívidas de até R$ 10 mil, considerando o montante original;
  • Atrasos entre 720 e 1.645 dias, ou seja, entre aproximadamente dois anos e quatro anos e meio;
  • Débitos de cartão de crédito, tanto na modalidade rotativa quanto parcelada, além de crédito pessoal sem consignação em folha;
  • Inclusão de dívidas de pessoas físicas e microempreendedores, conforme as normas do programa.

No lançamento do programa, a estimativa era que o total de dívidas elegíveis poderia alcançar R$ 150 bilhões, com um desembolso em torno de R$ 15 bilhões. A nova previsão de R$ 90 bilhões se refere apenas às dívidas que os credores poderão apresentar na primeira fase do chamamento.

Renegociação das Dívidas

Após a finalização do leilão, as dívidas compradas pelo governo estarão sujeitas a renegociação com os devedores, permitindo a transferência dos descontos obtidos na aquisição.

Os consumidores terão a opção de quitar suas pendências de forma à vista ou optar pelo parcelamento, que poderá envolver juros.

As taxas, prazos e condições específicas ainda precisam ser definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e mediante regulamentação correspondente.

No momento, não é necessário que os consumidores busquem os bancos para participar do chamamento. O governo divulgará posteriormente as regras e procedimentos para acessar as renegociações.

Continuidade do Programa

Ao ser questionado sobre a sustentabilidade do programa após as eleições presidenciais, Durigan afirmou que o Desenrola possui caráter permanente como política pública.

O ministro criticou propostas que sugerem a suspensão temporária das dívidas, as quais ele descreveu como um “calote generalizado no sistema financeiro”.

O governo busca manter o Desenrola 3.0 como uma política de Estado para ajudar a combater o endividamento e facilitar o acesso ao crédito.

A próxima etapa envolve a avaliação das carteiras que serão apresentadas pelos credores, e, a partir disso, a Fazenda terá a oportunidade de determinar quais dívidas serão adquiridas e sob quais condições.

Fonte: Agência Brasil/EBC

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