A queda da taxa de desocupação para 5,2% no terceiro trimestre de 2023 representa um marco histórico, sendo o menor índice registrado para esse período desde 2012. Anteriormente, a taxa era de 5,4% no segundo trimestre e 5,6% no mesmo trimestre de 2022.
Esses resultados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa conhecida como Pnad Contínua, publicada nesta sexta-feira (30).
Dados sobre a população desocupada
A quantidade de indivíduos sem trabalho, que soma 5,6 milhões, demonstrou uma diminuição de 4% (234 mil pessoas a menos) em relação ao segundo trimestre, que contava com 5,9 milhões de desocupados. Comparado ao mesmo trimestre do ano passado, esse número caiu 6,9% (menos 417 mil pessoas).
Ocupação e crescimento do emprego
A população ocupada está em um recorde histórico, alcançando 103,6 milhões de trabalhadores, o que equivale a um aumento de 0,6% em relação ao trimestre anterior (mais 581 mil). No comparativo anual, a alta é de 1,2% (adicionando 1,2 milhão de empregos).
O nível de ocupação, que representa a porcentagem de pessoas empregadas entre a população em idade de trabalhar, também atingiu um recorde de 59%. Isso mostra uma variação positiva de 0,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, que apresentava 58,8%, e estabilidade em relação ao mesmo período do ano passado, que tinha 58,7%.
Informalidade no mercado de trabalho
Segundo a Pnad, a taxa de informalidade entre os trabalhadores é de 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores em situação informal. Isso mostra uma leve elevação comparada aos 37,4% (38,6 milhões) do trimestre anterior e uma diminuição em relação ao ano passado, que foi de 37,8% (38,7 milhões).
Rendimento dos trabalhadores
Com relação ao rendimento, o IBGE informou que o valor médio recebido pelos trabalhadores é de R$ 3.790, mantendo-se estável no último trimestre, mas apresentando um crescimento de 3,6% em um ano (aumento de R$ 131). A massa de rendimento real habitual, totalizando R$ 387,5 bilhões, representa a maior quantia já registrada, refletindo um crescimento de 1,5% em relação ao trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e 4,7% no ano (um aumento de R$ 17,5 bilhões).
Fonte: Agência Brasil/EBC








