O Palmeiras seguiu vivo em todas as frentes, e Abel Ferreira usou a coletiva após o 0 a 0 com o Santos, na Vila Belmiro, para fazer um balanço emocional do momento.
O jogo
“Acho que fizemos um jogo consistente. Sabíamos que, se o Santos fizesse um gol no começo, a coisa podia mudar. Falei com os jogadores sobre isso. Fizemos um jogo inteligente e conseguimos o resultado que queríamos”, analisou o treinador.
A defesa a Vitor Roque
Abel foi questionado sobre a má fase do atacante e saiu em defesa do jogador.
“Ele esteve lesionado e está voltando. Só quero que ele seja mais feliz. A linguagem corporal dele não é a melhor. O jogador é técnico, físico, mental. Não cobro gols, tenho que estar preocupado com as tarefas para chegar perto do gol”, explicou.
O treinador também mandou um recado direto. “Eu sou treinador e professor: ensino o caminho, mas ele precisa saber o que quer fazer. Não depende de nenhum de nós.”
Fase de decisões e críticas
Abel falou sobre o peso das cobranças e relembrou punições.
“Estamos em uma fase de decisões e o Palmeiras está em todas. Normal que eu me exalte. Na Conmebol fui multado pelo mesmo lance e já fui julgado pelo STJD. Não matei ninguém. Vivo o futebol intensamente.”
Mercado e ousadia
O treinador reforçou a aposta no elenco atual. “Não vamos buscar se não há jogadores dentro do nosso critério. O maior risco na vida é não arriscar. O que vim fazer aqui foi arriscar, contra minha mulher, minha mãe, vir para um país que demite técnico em dois meses.”
Por fim, Abel dedicou a classificação à esposa. “Ela sempre tem razão”, sorriu. O Palmeiras agora concentra forças no Brasileirão e nas quartas da Libertadores.








