No interior do Amazonas, a realidade de comunidades ribeirinhas como Carauari está mudando com a melhoria no acesso à saúde. Francisco Solivan Peres de Araújo, presidente da Associação dos Moradores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari (Amaru), relembra a dor da perda de sua mãe durante o parto, um evento trágico que poderia ter sido evitado com melhores políticas de saúde na época. A distância entre a zona rural e a urbana, aliada à falta de recursos, frequentemente resulta em tragédias, como a de Adriana da Silva, que enfrentou complicações graves após ser picada por uma cobra devido à demora no atendimento médico.
Historicamente, a falta de assistência à saúde na região levou a inúmeras perdas, mas a situação começou a mudar com a implementação de serviços de resgate e a criação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) fluviais. Recentemente, a parceria entre a prefeitura de Carauari e organizações da sociedade civil resultou na instalação de dois novos pontos de saúde, que prometem atender cerca de 4,7 mil pessoas em 56 comunidades ribeirinhas. O projeto, intitulado SUS na Floresta, visa garantir que os ribeirinhos tenham acesso a cuidados médicos sem precisar deixar seus territórios, preservando suas tradições e modos de vida.
Com a nova estrutura, espera-se que as chamadas para resgates diminuam em até 80%, permitindo que os moradores recebam atendimento imediato e evitando complicações que podem levar a óbitos. A expectativa é que, com a continuidade desse projeto, mais vidas sejam salvas e a qualidade de vida na região melhore significativamente.
Fonte: Agência Brasil / EBC








