A rejeição da proposta de paz iraniana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou os preços do petróleo e criou novas preocupações sobre a inflação no mercado financeiro. Com essa decisão, os índices de Wall Street sofreram queda na segunda-feira (28), enquanto os preços do petróleo bruto registraram um aumento de 2%, alcançando aproximadamente US$ 107 por barril. Isso pressionou os rendimentos dos Treasuries, com títulos de prazo mais longo alcançando patamares máximos em décadas.
Apesar dessa queda, a Nvidia, gigante do setor de tecnologia, apresentou uma valorização de 3,2%. Isso ocorreu após a empresa anunciar um histórico plano de recompra de ações no montante de US$ 150 bilhões, um marco significativo para a companhia.
Desdobramentos da proposta de paz do Irã
Na Assembleia Geral da ONU, realizada na semana passada em Nova York, o Irã trouxe à tona uma proposta de paz, a qual foi supostamente encaminhada aos EUA por meio de intermediários do Catar. Embora Trump tenha comunicado no sábado que não aceitou a proposta, ele expressou, conforme reportagem do Axios, a expectativa de que as conversas continuem nesta semana.
O analista de mercado da B. Riley Wealth, Art Hogan, comentou: “A energia tem sido a única pressão consistente de alta sobre a inflação. Qualquer fator que mantenha essa pressão elevará a probabilidade de aumento nas taxas de juros pelo Fed”.
Os mercados reagiram negativamente, com o Índice Dow Jones caindo 0,47%, situando-se em 51.583,60 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,46%, a 7.707,50 pontos, e o Nasdaq Composite registrou uma queda de 0,65%, caindo para 26.893,56 pontos. O setor de bens de consumo discrecionário liderou as perdas no S&P 500, com empresas como DoorDash e Carvana apresentando perdas de 6% e 5%, respectivamente.
Conforme a semana avança, a atenção dos investidores se volta para próximos indicadores econômicos relevantes, especialmente em um cenário no qual as chances de um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros pelo Federal Reserve em outubro são avaliadas em 68%, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group.
Fonte: Agência Brasil/EBC








