Hoje, celebram-se os 110 anos do nascimento de Dilermando Reis, um ícone da música brasileira, cujo impacto reverbera até os dias atuais. Nascido em Guaratinguetá, São Paulo, em 22 de setembro de 1916, desde cedo o talento musical lhe foi passado por seu pai, um músico violonista. Em 1934, aos 18 anos, Reis mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ao se estabelecer, começou sua carreira como professor em lojas de instrumentos.
A transição de Dilermando para o rádio começou em 1935, quando ele foi escalado para trabalhar na Rádio Guanabara e, em seguida, na Rádio Transmissora. Nessa época, ele inovou com um programa solo de violão, algo inédito no cenário radiofônico. Em 1940, ele se uniu à equipe da Rádio Clube do Brasil e estabeleceu a primeira orquestra de violões conhecida no Brasil.
O Carinho do Público na Rádio Nacional
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Em 1956, ele estreou um programa denominado Sua Majestade, o Violão na Rádio Nacional, que permaneceu no ar por 13 anos.
Dentre suas inúmeras gravações, estão composições tanto de sua autoria quanto de outros violonistas. Ele é reconhecido por clássicos como a valsa Se ela perguntar e o choro Dois destinos, além de ter popularizado obras de outros artistas, como Abismo de Rosas, de Canhoto.
Considerado um dos maiores violonistas do Brasil, Dilermando deixou um legado inestimável e influenciou inúmeros artistas até sua morte em 1977, aos 60 anos, em decorrência de problemas cardíacos.
Um Tributo Especial
Hoje, às 20h, o Clube do Choro de Brasília recebe o evento “Especial Dilermando Reis – 110 anos: Sob o Céu de Brasília”, em homenagem a esse grande maestro da música brasileira.
O violonista Alessandro Borges irá prestar tributo à obra de Reis, resultado de mais de duas décadas de pesquisa sobre seu repertório e trajetória.
“Dilermando é reconhecido como um dos grandes violonistas no Brasil e muito conhecido em nossa história musical. Sua carreira começa com a era do rádio, onde se tornou um ícone ao influenciar contemporâneos e gerações subsequentes” – declara Borges.
Essa homenagem, completa ele, é uma forma de retribuir a influência e o legado deixado por Dilermando. Com a participação especial da cantora Pilar Acosta, o concerto revisita momentos importantes e mantém viva a memória do artista.
No Espaço Arte, Alessandro e Pilar dialogam sobre o espetáculo, a obra de Reis e a importância de preservar essa herança musical.
Fonte: Agência Brasil/EBC







