Nesta quinta-feira (6), a CONMEBOL emitiu uma declaração oficial comemorando a decisão da FIFA de retirar a proposta da FIFA Forward Enterprise (FFE). O Conselho da entidade sul-americana expressou preocupação com as “ações unilaterais recorrentes” realizadas pelos adversários de Infantino, que buscam removê-lo antes da próxima eleição.
Após a reunião do conselho da CONMEBOL, foi emitido esse posicionamento. Ela menciona que é necessário “respeitar as regras”, temendo uma mudança na liderança da entidade.
Compreenda a controvérsia
A crise ocorreu em torno da proposta de criação da FIFA Forward Enterprise, uma filial responsável pela administração comercial da Copa do Mundo. A entidade manteria o controle majoritário, porém o modelo permite a inclusão de investidores privados — semelhante ao processo de um clube associativo se tornando uma SAF.
A operação esperava movimentar mais de R$ 20 bilhões em vendas de ações. Infantino afirma que uma parte dos recursos será destinada às federações nacionais e que o novo formato liberará completamente o potencial para patrocínios e direitos de transmissão.
No entanto, devido às controvérsias, a organização decidiu abandonar o plano. Embora isso, o dano com adversários, especialmente da UEFA, já havia sido causado, e agora Infantino busca apoio para evitar ser removido do cargo, que terá eleição na próxima temporada.
Embora tenha se manifestado contra o processo de venda, a CONMEBOL não apoia a posição contrária da UEFA em relação à FIFA e a Infantino.
Confira a nota da CONMEBOL
“Diante dos acontecimentos que afetam a família do futebol, o Conselho da CONMEBOL, reunido na data, celebra a decisão da FIFA de retirar a proposta de FIFA FORWARD ENTERPRISE.
Expressa de maneira unânime sua preocupação pelas reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento deste tipo de situações.
Em questão de dias, o futebol passou de ocupar o centro da atenção mundial pela realização de um extraordinário evento esportivo a concentrar o debate público em assuntos vinculados à sua governança.
Há mais de dez anos, a FIFA impulsionou uma profunda reforma de seus Estatutos com o propósito de fortalecer a institucionalidade, a transparência e o bom governo, estabelecendo procedimentos claros e mecanismos específicos para resolver as controvérsias que pudessem surgir dentro da família do futebol, garantindo o devido processo e o respeito pelas normas que regem nossa organização.
Esse marco institucional constitui uma garantia para todos. Por isso, aqueles que têm a responsabilidade de conduzir nossas organizações devem privilegiar sempre o diálogo, o respeito às normas e o intercâmbio construtivo. Quando esses princípios se deixam de lado, perde o futebol e perdemos todos.
O FUTEBOL É DE TODOS.
Seu futuro só pode ser construído sobre a base do respeito à institucionalidade, à governança e aos procedimentos democráticos que representam as 211 Associações Membros da FIFA.
O próximo 18 de novembro de 2026 concluirá o prazo para a apresentação de candidaturas à Presidência da FIFA e, posteriormente, o Congresso da FIFA elegerá, mediante o voto de suas 211 Associações Membros, a pessoa que terá a responsabilidade de conduzir a organização durante o próximo período, incluindo a organização do Mundial Centenário da FIFA 2030.
Em consequência, a CONMEBOL não acompanhará nenhuma atuação ou procedimento que desconheça ou se afaste dos ditos mecanismos institucionais.
O Conselho da CONMEBOL faz um chamado a preservar a unidade da família do futebol, agir com responsabilidade institucional, fortalecer o diálogo e respeitar plenamente os mecanismos de governança.
Porque, por cima de qualquer diferença,
PRIMEIRO ESTÁ O FUTEBOL.”








