O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) acionou o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) para investigar a venda irregular de medicamentos em máquinas automáticas localizadas em condomínios residenciais e outros locais de grande circulação. A prática foi identificada em fiscalizações realizadas em cidades como São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André.
Segundo o CRF-SP, essas máquinas permitem a compra de medicamentos sem qualquer controle, como verificação de idade ou orientação de um farmacêutico, o que contraria a legislação sanitária brasileira. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já se manifestou contra essa prática, afirmando que a dispensação de medicamentos deve ocorrer apenas em farmácias e drogarias autorizadas.
A presidente do CRF-SP, Luciana Canetto, alertou sobre os riscos à saúde pública, especialmente para crianças e adolescentes, que podem sofrer intoxicações e reações adversas graves devido ao uso inadequado de medicamentos. O CRF-SP também destacou que a venda indiscriminada de substâncias pode violar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O MPSP já iniciou um procedimento para ouvir as partes envolvidas, incluindo a empresa responsável pelas máquinas e os órgãos de Vigilância Sanitária, visando apurar os fatos e tomar as medidas necessárias para proteger a saúde coletiva.
Fonte: Agência Brasil / EBC








