O diretor de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, fez duras críticas à arbitragem e à postura da CBF após o empate sem gols contra o Internacional, no Beira-Rio, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Em entrevista, o dirigente apontou erros, falta de critério e um suposto comportamento intimidatório contra jogadores e comissão técnica.
“Apenas 49 minutos de bola rolando”
Marcelo Paz iniciou sua fala destacando o baixo tempo de bola em jogo e questionou a condução da partida.
“Não justificando resultado, mas uma fala conceitual também sobre hoje. Um jogo de apenas 49 minutos de bola rolando mostra que o jogo não foi bem conduzido, já que o recomendado são 60 minutos”, afirmou.
Erros de arbitragem e pênalti não marcado
O dirigente também citou lances específicos que, segundo ele, prejudicaram o Corinthians.
“Sete cartões para o Corinthians, um pênalti absurdamente não marcado no Bidu. Nem o árbitro em campo marcar, nem o VAR chamar”, disse.
Paz ainda criticou a escala do árbitro para o jogo. Segundo ele, o profissional já havia tido atuação questionável no duelo entre Vitória e Palmeiras no meio de semana e, mesmo assim, foi escalado para o confronto decisivo do Corinthians.
“A escala foi feita lá atrás, mas o árbitro fez uma atuação ruim no meio de semana e, como prêmio, ganha a atuação em um jogo decisivo”, completou.
Intimidação e comportamento contínuo, segundo Marcelo Paz
Outro ponto levantado por Marcelo Paz foi um suposto processo de intimidação contra jogadores e comissão técnica do Corinthians.
“Um ponto sobre a arbitragem que viemos ouvindo dos jogadores é o processo de intimidação dentro de campo, de que os jogadores não podem falar e se pronunciar, e a comissão técnica não pode reclamar. Toda hora sendo tolhido de falar qualquer coisa dentro de campo, fora de campo também, já que entrevistas também causam ganchos”, afirmou.
O dirigente disse que a situação é “direcionada” e que o clube fará uma representação. “É uma situação que parece direcionada e é muito ruim, ficamos com nó na garganta. Faremos uma representação contra o tom de ameaça contra os nossos atletas. Não é só de hoje, é um comportamento contínuo”, concluiu.








