O Corinthians apresentou uma proposta formal à Caixa Econômica Federal para reestruturar o financiamento da Neo Química Arena. Em reunião em Brasília mediada pela Advocacia-Geral da União (AGU), a diretoria alvinegra sugeriu repassar os direitos de nome (naming rights) do estádio de Itaquera à estatal, além da centralização de serviços bancários do clube, em troca do abatimento integral do saldo devedor, estimado em R$ 650 milhões.
Repaginação de patrocínio, serviços bancários e troca de indexador
A estratégia corintiana visa romper o vínculo atual com a Hypera Pharma — que rende R$ 15 milhões por ano — por entender que a propriedade vale R$ 70 milhões anuais no mercado. O pacote levado ao banco estatal engloba:
- Naming Rights e Varejo Bancário: Cessão do nome da arena associada à migração das contas correntes, folha de pagamento do clube e operações de cartões do Fiel Torcedor para a Caixa.
- Revisão de Juros: Caso a quitação direta não seja aceita, o clube pleiteia alterar o índice de correção do débito — refinanciado em 2023 até 2041 —, trocando a taxa CDI pela Taxa de Longo Prazo (TLP) ou por índices inflacionários para conter a escalada da dívida.
Com um passivo total próximo de R$ 3 bilhões, a cúpula do Timão projeta que a eliminação do débito da arena aliviaria de forma decisiva o fluxo de caixa.
Melindre político e ano eleitoral
O principal entrave às negociações é o calendário político nacional. Por se tratar de um banco público e pelo fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser torcedor assumido do clube, qualquer concessão financeira corre o risco de ser questionada como favorecimento em pleno período eleitoral. Diante disso, a comitiva alvinegra busca fundamentar o acordo em balizas puramente técnicas e mercadológicas para blindar o pleito de controvérsias políticas.








