O Corinthians não pagou os direitos de imagem dos jogadores nesta terça-feira (20) — e agora acumula três meses de pendências com o elenco, em um montante estimado em R$ 30 milhões. É o maior atraso registrado na gestão de Osmar Stabile.
Os salários CLT seguem em dia, mas o quadro financeiro do clube vai além dos direitos de imagem: até julho, o déficit acumulado era de R$ 278 milhões — quase quatro vezes os R$ 77 milhões previstos no orçamento para o período.
Por que o pagamento não saiu
O clube alega problemas de fluxo de caixa. Todavia, não ameniza a pressão nos jogadores nos bastidores.
Uma das saídas em discussão envolve a liberação de recursos retidos numa conta da Caixa Econômica Federal. Os valores estão travados em meio às negociações para que o banco assuma os naming rights da Neo Química Arena, como parte de uma operação ligada à dívida do clube com a instituição. Enquanto o acordo não avança, o dinheiro fica parado e os direitos de imagem, atrasados.
O tamanho da crise
O déficit de R$ 278 milhões até julho é o retrato mais claro da dimensão dos problemas. O orçamento previa R$ 77 milhões de déficit no mesmo período — o resultado real foi 3,6 vezes maior. A pressão financeira se soma ao momento ruim em campo: o Corinthians está há nove jogos sem vencer e segue ameaçado pelo Z-4 na reta final do Brasileirão.
Expectativa
O clube acredita que pode formalizar o pagamento de uma destas tres parcelas ate o final da semana se os valores da conta da Caixa chegarem ao domínio alvinegro.








