A nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) gerou reações significativas após sua divulgação na última sexta-feira (14). A regra impõe que apenas atletas designadas como femininas ao nascimento possam competir nas categorias femininas, levantando dúvidas sobre a participação da oposta Tifanny, primeira atleta trans a competir na Superliga, desde sua estreia em 2017.
O time Osasco São Cristóvão Saúde não escondeu seu descontentamento com a medida, que, segundo eles, foi implementada sem consulta prévia. Em comunicado, o clube expressou surpresa e afirmou que seu departamento jurídico está analisando a nova normatização para decidir os próximos passos, enquanto reafirmou seu apoio incondicional à atleta.
Por sua vez, a Federação Paulista de Volleyball (FPV) também se pronunciou, informando que como o Campeonato Paulista já começou antes da nova regra, tomará “eventuais medidas” para o futuro, após consultas com seus setores jurídico e de saúde.
Importante ressaltar que Tifanny está liberada para atuar no Campeonato Paulista, onde o Osasco fará sua estreia contra o Pinheiros neste sábado (15), às 21h30, no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).
Entendendo a Nova Política
A CBV menciona que a nova normativa pretende alinhar-se com as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). As atletas precisarão apresentar um resultado negativo para o gene SRY, como parte dos novos critérios de elegibilidade.
Anteriormente, era permitido que mulheres trans competissem, desde que seus níveis de testosterona permanecessem abaixo de um determinado limite. Esta nova regra terá validade nas edições futuras da Superliga, além da Supercopa, Copa Brasil e Circuito Brasileiro de vôlei de praia a partir de 2027.
Em fevereiro, a ministra Cármen Lúcia, do STF, já havia concedido uma liminar que autoriza a participação de Tifanny na Copa Brasil, em Londrina (PR), após um pedido da própria CBV, que aconteceu após uma votação do legislativo municipal que apoiava a inclusão de atletas trans em competições.
Fonte: Agência Brasil/EBC







