A decisão de suspender as transmissões ao vivo no aplicativo Discord foi anunciada pela empresa nesta segunda-feira (17), após uma orientação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
A suspensão das funcionalidades de vídeo entrou em vigor após um caso trágico que chocou o país. Em 22 de julho, uma adolescente de 13 anos, residente em Naviraí, MS, cometeu suicídio, em parte devido a episódios de coação e violência virtual. A ANPD agiu imediatamente a partir de 12 de agosto para efetivar a medida.
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“Em cumprimento à ordem da ANPD, fizemos a suspensão dos recursos de vídeo para usuários no Brasil”, afirmou a companhia em comunicado hoje.
O prazo para adequação estabelecido pela ANPD termina hoje, e a empresa assegura que a suspensão das transmissões e compartilhamentos não interfere nas comunicação via texto e áudio, nem nos outros recursos disponíveis no aplicativo. O Discord também destacou que mantém diálogos com a ANPD para encontrar uma solução que possibilite a retomada dessas funções para os usuários brasileiros.
A empresa enfatizou a relevância do vídeo como parte fundamental da experiência no Discord, permitindo interações e conexões significativas entre usuários, seja compartilhando experiências, jogando ou mantendo contato com amigos e familiares.
O episódio que resultou na morte da adolescente é considerado pela empresa um caso devastador, evidenciando uma situação de violência extrema cultivada em várias plataformas digitais.
A ANPD já havia alertado sobre as fraquezas nas medidas de proteção aos usuários, especialmente em relação a crianças e adolescentes, o que levou à decisão de suspender preventivamente as transmissões ao vivo. A agência vigiou a situação e encontrou evidências sólidas de que a companhia não implementou ações adequadas para prevenir e mitigar riscos relacionados ao acesso a conteúdos que poderiam violar direitos de menores.
Fonte: Agência Brasil/EBC








