A recente falha de áudio no programa eleitoral do candidato Flávio Bolsonaro, veiculado em 12 de outubro, gerou descontentamento, mas a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) reafirma sua ausência de responsabilidade nesta questão. Em nota divulgada nesta quinta-feira (15), a EBC salientou que tal incidente afetou todas as emissoras que transmitem o horário eleitoral gratuito.
O grupo de emissoras que realiza a exibição dos programas eleitorais é o responsável pela operação, conforme afirma a comunicação da empresa.
Arquivamento pela Justiça
No mesmo dia, o Ministério Público Eleitoral fez uma avaliação e recomendou o arquivamento da denúncia apresentada na segunda-feira (13). O promotor Paulo Roberto Binicheski destacou que não há indícios suficientes de crime, alegando que falhas técnicas não devem ser vistas como infrações eleitorais.
Binicheski afirmou: “Conjecturas políticas e os vínculos institucionais de empresas não sustentam a necessidade de evidências mínimas de crime doloso. Falhas técnicas não podem, sem mais, ser interpretadas como delitos eleitorais.” A EBC também enfatizou sua posição diante das acusações que recaem sobre sua diretora-presidente, Antonia Pellegrino.
Pellegrino, uma roteirista reconhecida nacionalmente e mestra em Administração Pública, foi responsável por importantes mudanças na emissora, como a reestruturação da TV Brasil. A presidência da EBC é uma continuidade de sua trajetória profissional, iniciada em abril deste ano.
Cabe ressaltar que a responsabilidade pela exibição do programa do candidato Flávio Bolsonaro coube à TV Senado. Um editor de vídeo da TV Câmara foi encarregado da montagem e edição. A organização do horário eleitoral é gerida pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), conforme a Resolução TSE nº 23.610/2019.
Em sua declaração, a EBC reafirmou que está isenta de qualquer erro relacionado à falha no áudio.
Fonte: Agência Brasil/EBC








