O novo status da Embrapa Florestas como Centro de Referência (CR) em Florestas Plantadas, anunciado na última sexta-feira (2) na 10ª Semana Mundial das Florestas, representa um marco importante para a pesquisa florestal global. O evento ocorreu na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Roma, onde a designação foi revelada durante a 28ª Sessão do Comitê de Florestas da FAO.
Essa é a primeira vez que a FAO reconhece uma instituição como CR para florestas plantadas no mundo.
A designação serve para potencializar o compartilhamento de conhecimentos técnicos, científicos e de políticas referentes ao setor florestal, conforme indicado pela FAO.
Sobre a Embrapa Florestas
Localizada no Brasil, a Embrapa Florestas é uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, e sua nova função permitirá o desenvolvimento de florestas plantadas que sejam produtivas, com baixa emissão de carbono e resilientes, integradas a sistemas agropecuários e alinhadas a demandas de cooperação internacional.
Estudos da FAO em 2025 indicam que as florestas plantadas abarcam cerca de 304 milhões de hectares globalmente. Do total, aproximadamente 157 milhões são ocupados por plantações florestais intensivas voltadas para produção.
A China lidera em termos de área de florestas plantadas, seguida pelos Estados Unidos, Rússia, Canadá, Índia, Brasil, Japão e Suécia.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o Brasil possui cerca de 10,4 milhões de hectares dedicados a florestas plantadas, com destaque para espécies como eucalipto, pinus, araucária e acácia.
Zhimin Wu, diretor-geral adjunto da FAO, comentou sobre a designação, enfatizando que este passo marca um avanço significativo na mobilização de expertise para enfrentar os desafios enfrentados pelas florestas. “Conectar conhecimentos especializados às necessidades dos países pode acelerar o intercâmbio e a inovação, transformando a ciência em soluções práticas”, afirmou.
O novo CR da Embrapa Florestas atuará por demanda e por meio da captação conjunta de recursos, com foco em silvicultura, manejo florestal sustentável, melhoramento genético, e mitigação de gases de efeito estufa, entre outras competências.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, declarou que essa designação é um selo de excelência que aprimora a capacitação técnica e o intercâmbio de conhecimentos, permitindo o desenvolvimento de projetos cooperativos com a FAO. “São quase 50 anos de pesquisas que agora se traduzem neste reconhecimento, possibilitando que a Embrapa ajude outros países e fortaleça redes de cooperação no Brasil”, enfatizou.
Fonte: Agência Brasil/EBC







