Embora existam registros de infecção, o médico infectologista Furtado da Costa, do Hospital das Clínicas da USP, afirma que a febre do Nilo Ocidental não é uma preocupação imediata no Brasil, pois os sintomas costumam ser leves e menos de 1% dos casos evolui para formas graves.
“Não há motivo para preocupação, mas é necessário monitorar os casos e estar atento a aves e locais onde ocorrem mortes anormais. Precisamos esperar os resultados das investigações, sabendo que a doença não se transmite apenas pelo contato com aves.”
Casos confirmados
Existem dois registros no estado de São Paulo, incluindo uma mulher de 34 anos de Ribeirão Preto, que recentemente viajou à Amazônia e já se recuperou. A outra paciente, uma jovem de 18 anos de São José do Rio Preto, está sob cuidados médicos. Esta é a primeira vez que a doença é detectada na população paulista.
As equipes de saúde continuam investigando os casos para identificar onde a infecção ocorreu e determinar medidas preventivas, informa Tatiana Lang D’Agostini, diretora do CVE-SP.
Transmissão e sintomas
A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral transmitida por mosquitos do gênero Culex, que contraem o vírus ao picar aves infectadas. Embora a maioria das pessoas não apresente sintomas, cerca de 20% podem desenvolver manifestações leves, similares às de arboviroses como dengue e zika. Os sintomas incluem:
- Febre e mal-estar;
- Falta de apetite;
- Náuseas e vômitos;
- Dores de cabeça;
- Dores musculares;
- Dores oculares;
- Erupções cutâneas;
- Aumento dos linfonodos;
- Confusão mental;
- Alterações na consciência;
- Tremores ou convulsões.
A gravidade da infecção pode variar, indo de febres passageiras a condições severas como encefalite ou meningite, que exigem assistência médica imediata e, em casos sérios, internação. Não há vacinas ou tratamentos antivirais específicos para a febre do Nilo Ocidental, e o tratamento foca no alívio dos sintomas.
O Ministério da Saúde também confirmou dois casos em Santa Catarina, um dos quais resultou em morte, além de um caso suspeito no Piauí. A pasta permanece atenta, mantendo vigilância para identificar novos casos e áreas de transmissão.
Fonte: Agência Brasil/EBC








