O recente agradecimento de Flávio Bolsonaro, que encontrou refúgio nos Estados Unidos, destaca seu reconhecimento ao apoio fornecido pelos presidentes Javier Milei da Argentina e Donald Trump. Esse gesto foi feito em uma carta que circulou logo após sua saída do Brasil.
Notavelmente, a carta passou por alterações; em um primeiro momento, Flávio se autodenominou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas, logo em seguida, modificou o termo para “líder do Brasil”.
Contexto e Reações
Em meio a afirmações infundadas sobre a fraude nas eleições, Flávio criticou a decisão do ministro do STF, Cristiano Zanin, que estendeu o prazo para votação. Tal providência foi um pedido conjunto das campanhas do PL e do PT.
Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro enfrentou Luiz Inácio Lula da Silva, que conquistou 64 milhões de votos, enquanto Flávio obteve pouco mais de 59 milhões. Importante ressaltar que a extensão das horas de votação, cuja validade foi questionada por Flávio, resultou em apenas 34.393 votos válidos.
Flávio criticou a decisão do STF, alegando que a extensão ocorreu “no apagar das luzes”, e reclamações semelhantes foram expressas em sua carta. As declarações contradizem o reconhecimento do pleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que foi respaldado por observações da Organização dos Estados Americanos (OEA) e diversas lideranças internacionais.
A carta também aborda o impacto da ordem judicial emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, que impôs a entrega de seu passaporte e o proibiu de deixar o Brasil, em resposta a riscos de evasão relacionados a investigações em curso.
Flávio se encontra sob investigação em dois casos no STF, um deles relacionado a lavagem de dinheiro vinculado a plataformas de apostas, e o outro a financiamento de um filme sobre seu pai.
Em sua mensagem pública, Flávio declarou que planeja exercer a liderança da oposição a partir dos Estados Unidos, prometendo assumir riscos que, segundo ele, outros parlamentares de seu partido não conseguiriam.
No início desta semana, a a primeira versão da carta chamou a atenção; apresentava um brasão onde constava a expressão “Brazil” com “z” e a denominação anacrônica de “Estados Unidos do Brazil”.
Controvérsias na Política Internacional
O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou a decisão do governo Trump de conceder visto a Flávio. A instituição manifestou nas redes sociais sua preocupação com a disparidade entre a política de asilo a pessoas em situações de conflito e a acolhida a membros da família Bolsonaro.
“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio estende o tapete vermelho para Bolsonaro”, destacou o post do comitê.
Fonte: Agência Brasil/EBC








