O narrador Galvão Bueno protagonizou um dos momentos mais marcantes da final da Copa do Mundo de 2026. Ao encerrar a transmissão da vitória da Espanha sobre a Argentina, no MetLife Stadium, o locutor fez um discurso que soou como uma possível despedida das narrações em Mundiais. Sem confirmar a aposentadoria, ele admitiu que não sabe se estará no microfone em 2030.
“Não sei se aqui vou estar”
Visivelmente emocionado, Galvão falou sobre a incerteza do futuro e a possibilidade de mudar de função.
“Eu não sei, daqui a quatro anos, se aqui vou estar, eu não sei com que saúde vou estar. Então não é mais para pensar em narração. Fazer comentários na Copa do Mundo, apresentar um programa, é uma coisa completamente diferente. Então vamos deixar isso em aberto e que Deus… Deus sabe o que faz.”
Agradecimento à família e ao público
O narrador também fez questão de agradecer à família e aos torcedores brasileiros que o acompanharam ao longo dos anos.
“Quero agradecer a toda a minha família. À Lúcia, minha primeira esposa, que infelizmente já se foi, e que me deu a Letícia, o Cacá e o Popó Bueno. E à Desirée, grande amor da minha vida, que está ao meu lado e vive sua sétima Copa do Mundo comigo, cuidando de mim a cada instante.”
“Meu maior agradecimento vai para você, brasileiro, em todas as cidades, capitães e estados. Os números me encantaram, porque foram milhões de brasileiros que entenderam que o trabalho que estava sendo feito carregava o DNA do SBT e da N Sports.”
Homenagem e trajetória de Galvão Bueno
O SBT e a N Sports exibiram um vídeo em sua homenagem com depoimentos de Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Leonardo, Mauro Naves, Arnaldo Cezar Coelho, Tino Marcos, Boni e Fausto Silva, além de uma crônica de Mauro Betin.
Galvão Bueno narrou sua primeira Copa em 1982, na Espanha. A decisão de 2026 pode ter sido a última de uma trajetória que atravessou gerações e marcou a história do jornalismo esportivo brasileiro.








