A 81ª assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorreu nesta terça-feira (22), foi inaugurada por António Guterres, secretário-geral da ONU, que ressaltou as crescentes hostilidades ao redor do mundo. Guterres expressou preocupação não apenas com os conflitos armados, mas também com a intensificação de divisões geopolíticas e ataques contra civis e trabalhadores humanitários.
“As diretrizes para o nosso futuro dependem de como lidaremos com quatro enormes desafios de poder”, afirmou o secretário, mencionando as guerras, as desigualdades sociais, as mudanças climáticas e a inteligência artificial.
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Em sua apresentação, Guterres comentou sobre os conflitos em locais como o Oriente Médio, Ucrânia, Sudão e Mianmar, enfatizando que o que se evidencia nesses locais é o resultado da perda de controle sobre o poder, onde a força sobrepuja a diplomacia e a responsabilização é ignorada.
“Não tratamos de crises isoladas, mas de capítulos de uma narrativa comum: a dinâmica do poder – sua utilização e a evolução que está sofrendo”, acrescentou, referindo-se a seu discurso final como secretário-geral da ONU, uma vez que seu segundo mandato se encerrará em dezembro.
Um dos principais riscos destacados por Guterres é o avanço da inteligência artificial, que ele acredita estar progredindo a um ritmo superior à capacidade da humanidade de compreender suas implicações.
“Até mesmo os criadores da inteligência artificial admitem que estão perdendo a visão sobre suas consequências”, alertou. “O real perigo não reside na tecnologia em si, mas na ausência de responsabilidade associada a ela”, concluiu, fazendo um apelo para que os governos promovam diálogo, transparência, confiança e cooperação.
Fonte: Agência Brasil/EBC








