O Grêmio entrou formalmente no episódio que envolve as declarações do presidente da Gaviões da Fiel sobre a arbitragem. O clube gaúcho enviou um documento à CBF com uma série de pedidos relacionados à segurança dos jogos do Corinthians — e encaminhou uma cópia ao STJD para análise dentro das atribuições do tribunal.
O que o Grêmio pediu
Entre as medidas solicitadas à CBF estão a realização de escolta policial para os árbitros antes, durante e após as partidas do Corinthians, o encaminhamento do caso às autoridades judiciais competentes e a possibilidade de mandar ou receber o clube paulista com portões fechados. O foco é garantir condições adequadas de trabalho para os profissionais da arbitragem e evitar episódios de intimidação.
A informação foi divulgada inicialmente pelo UOL e posteriormente confirmada.
A origem do caso
Tudo começou quando Alexandre Domênico, presidente da Gaviões da Fiel, publicou um story nas redes sociais mencionando informações recebidas de torcedores sobre os hotéis onde os árbitros estavam hospedados. No texto, cobrou responsabilidade dos profissionais e afirmou que estava cada vez mais difícil conter a insatisfação com as decisões da arbitragem.
A publicação gerou reação imediata da CBF, que protocolou uma representação criminal no Ministério Público de São Paulo pedindo investigação das declarações e reforço de segurança para as equipes de arbitragem. A Polícia Civil anunciou estado de alerta por meio da DRADE para o jogo desta sexta-feira (30) contra o Mirassol.
Domênico afirmou que a publicação foi pessoal e não representava a organizada oficialmente. Classificou o post como um desabafo e negou qualquer intenção de ameaçar árbitros.
Caso ganha novos desdobramentos
Com a movimentação do Grêmio, o episódio passa a envolver ação formal de outro clube. O pedido gaúcho amplia a pressão sobre a CBF e o STJD para adotar medidas concretas — e indica que o caso não será tratado apenas como um desentendimento isolado nos bastidores.








