Lucas Moura voltou ao São Paulo em outubro, após cinco meses fora com lesão no tendão de Aquiles, e está pressionando — sem querer — os candidatos à presidência do clube. O meia-atacante entrou bem na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, neste sábado (17), não tem contrato para 2027 e ninguém no clube está negociando a renovação. A conta vai ficar para o próximo presidente.
A gestão atual passa o problema adiante
Sob o comando de Harry Massis, o São Paulo decidiu não iniciar conversas com Lucas Moura. A avaliação interna é pragmática: com o mandato chegando ao fim e a eleição presidencial marcada para dezembro, a diretoria entende que a decisão sobre o futuro do camisa 7 cabe a quem assumir o clube na próxima temporada.
O problema é que o contrato vence em dezembro. Se não houver acordo até lá, Lucas entra em 2027 livre no mercado — e ele mesmo já admitiu essa possibilidade.
O que Lucas disse
Em entrevista após a vitória sobre o Vitória, no fim de semana anterior, o jogador foi direto sobre a indefinição:
“Meu contrato acaba em dezembro, meu foco é voltar a jogar e se recuperar. Não tivemos nenhuma conversa. Mas, se não tiver nenhum acordo, em janeiro estarei livre.”
Lucas também reconheceu que o cenário político do clube interfere diretamente nas negociações:
“A gente não sabe como vai ser o futuro do clube politicamente, quem vai ser o presidente. Provavelmente isso também interfira na questão da renovação, mas o foco era eu voltar bem, me recuperar da lesão e agora vamos ver os próximos passos e continuo fazendo meu melhor pelo clube.”
A eleição e os candidatos
Na disputa pela presidência, Marcelinho Portugal Gouvêa é o nome confirmado pela oposição. A situação — ala da gestão atual — ainda não anunciou seu candidato oficialmente, o que mantém aberta a questão de quem estará à frente do clube quando o prazo do contrato de Lucas expirar.
O nome do meia-atacante inevitavelmente entrará na agenda de qualquer candidato. Não renovar significa perder de graça um dos jogadores mais identificados com o clube na última década.
O contexto da Libertadores
A vitória sobre o Vasco manteve o São Paulo vivo na briga por uma vaga na Libertadores de 2027 — e isso tem relação direta com o caso Lucas. Uma classificação para a competição continental melhoraria as finanças do clube e aumentaria o apelo para segurar o jogador. Sem Libertadores, o argumento financeiro fica mais fraco na hora de negociar.
O São Paulo soma 42 pontos e ocupa a oitava colocação no Brasileirão, ainda dentro do radar das vagas continentais na reta final do campeonato. As próximas rodadas vão definir se o clube terá esse trunfo nas mãos quando a negociação — se acontecer — finalmente começar.








