O PDT apoia Lula e Alckmin nas eleições presidenciais de 2026. A coligação com o Partido dos Trabalhadores foi aprovada por unanimidade durante a Convenção Nacional do Partido Democrático Trabalhista, realizada na segunda-feira, 20 de julho, na sede nacional da legenda, em Brasília, e também pela plataforma Zoom.
A decisão estabelece o apoio à reeleição do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A votação ocorreu às 19h26 e, segundo a ata da convenção, nenhuma outra proposta foi apresentada à mesa diretora.
A reunião começou às 17h e terminou às 20h30. Os trabalhos foram presididos pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e secretariados por André Roberto Menegotto.
A Ata da convenção foi registrada no TSE na terça-feira (21).
PDT apoia Lula e Alckmin após votação unânime
A proposta de aliança com o PT foi apresentada por Carlos Lupi após a confirmação do quórum necessário para a realização da convenção. O indicativo de coligação já havia sido aprovado em uma reunião da Executiva Nacional do PDT com a bancada federal e os presidentes estaduais, realizada em 7 de abril de 2026.
Entre os assuntos previstos na convenção estavam a análise da conjuntura nacional, a eleição do Diretório Nacional, a escolha dos integrantes do Conselho Fiscal e da Comissão de Ética, além da decisão sobre candidaturas para presidente e vice-presidente da República e a formação de coligações.
Após os discursos realizados durante o encontro, a proposta foi colocada em discussão e aprovada por todos os convencionais presentes. A ata registra que a aliança tem como objetivo apoiar a reeleição de Lula e Alckmin nas eleições de outubro de 2026.
Durante a convenção, Carlos Lupi afirmou que o PDT deveria reafirmar seu compromisso com a democracia, a soberania nacional e os trabalhadores. Representantes do partido de diferentes estados também defenderam a união das legendas para a disputa presidencial.
Executiva Nacional poderá formalizar a coligação
Além de aprovar o apoio à chapa formada por Lula e Alckmin, a convenção concedeu poderes à Executiva Nacional do PDT para adotar as medidas necessárias à formalização da coligação.
A direção nacional poderá realizar ações jurídicas, políticas e administrativas para garantir o cumprimento da decisão aprovada pelos convencionais. A autorização também inclui a participação do PDT no conjunto de partidos que deverá formar a aliança eleitoral liderada pelo PT.
A Executiva Nacional recebeu ainda autorização para negociar alianças estaduais. Segundo a ata, essas articulações deverão priorizar o apoio à candidatura presidencial de Lula.
Com isso, a direção partidária poderá definir acordos nos estados e praticar os atos necessários para cumprir as decisões tomadas na convenção nacional.
PDT aprova criação de comitê financeiro
A convenção também autorizou a Executiva Nacional a criar o Comitê Financeiro Nacional da campanha eleitoral de 2026. O grupo deverá funcionar durante o período eleitoral e será responsável pelas medidas relacionadas à organização financeira da campanha.
Os participantes aprovaram ainda três resoluções partidárias. A Resolução 002/2026 estabelece regras para a escolha de candidatos e para a formação de coligações majoritárias nas eleições estaduais.
A Resolução 003/2026 trata das normas da Convenção Nacional do PDT e da celebração da coligação nacional para as eleições de 2026.
Já a Resolução 004/2026 define as regras para a distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha entre os candidatos e as estruturas partidárias envolvidas no processo eleitoral.
As três resoluções foram aprovadas por unanimidade pelos participantes da convenção.
Lula participa da convenção do PDT
Lula participou do encontro e agradeceu o apoio da direção e dos integrantes do PDT. Durante o discurso, afirmou que a união entre os partidos será importante para a disputa eleitoral de outubro.
O presidente também abordou temas como soberania nacional, valorização do país e investimentos na educação pública. Entre as propostas citadas no discurso está a ampliação das escolas de tempo integral para crianças.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também participou da convenção. Ele afirmou que a aliança envolve a defesa da democracia, dos direitos constitucionais e das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social.
Outros integrantes do PDT trataram de candidaturas estaduais, do fortalecimento do partido nos estados e da participação das mulheres nas eleições.
Ata não apresenta candidatos na lista oficial
Embora a convenção tenha aprovado a coligação e o apoio à reeleição de Lula e Alckmin, o documento registra, no campo denominado “Lista de candidatos”, que não há candidatos a declarar.
A ata apresenta como cargos analisados os de presidente e vice-presidente, mas não inclui nomes na relação específica de candidaturas. O documento concentra as deliberações na aprovação política da coligação e na autorização para que a Executiva Nacional formalize a aliança.
A lista de presença da convenção contém 126 nomes. Depois da conferência dos participantes presenciais e virtuais, a secretaria confirmou que o quórum legal havia sido alcançado.
Ao final da reunião, Carlos Lupi declarou encerrada a convenção e convidou os presentes a cantar o Hino da Independência. A ata foi enviada para registro no dia 21 de julho, às 16h41.
FAQ – PERGUNTAS FREQUENTES
O PDT vai apoiar Lula nas eleições de 2026?
Sim. A convenção nacional do PDT aprovou por unanimidade a coligação com o PT e o apoio à reeleição de Lula e Geraldo Alckmin.
Quando foi realizada a convenção nacional do PDT?
A convenção ocorreu em 20 de julho de 2026, das 17h às 20h30, na sede nacional do partido, em Brasília, e pela plataforma Zoom.
Quem poderá formalizar a aliança entre PDT e PT?
A Executiva Nacional do PDT recebeu autorização para realizar as medidas necessárias à formalização da coligação e negociar alianças estaduais.
O PDT declarou candidatos na ata da convenção?
Não. O campo “Lista de candidatos” informa que não há candidatos a declarar, apesar da aprovação do apoio político e da coligação para a eleição presidencial.








