A busca por novas oportunidades de exploração de petróleo pela Petrobras se intensificou, com a companhia revelando sua intenção de atuar em Gana, um país localizado na costa oeste da África, com aproximadamente 35 milhões de habitantes.
Este movimento representa um passo estratégico para a empresa, que visa ampliar suas fronteiras no setor de óleo e gás, com o continente africano sendo uma nova área de interesse.
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A nova estratégia da Petrobras foi comunicada através de um comunicado a investidores, evidenciando o interesse em explorar blocos em áreas offshore, especificamente na Bacia de Keta, fase inicial que precede a produção.
Segundo informações da estatal, o Ministério de Energia e Transição Verde de Gana já deu luz verde para que negociações relacionadas a quatro blocos ocorram.
Com essa autorização, a Petrobras se move para a “fase de negociação direta dos termos contratuais de exploração”.
Presença da Petrobras no continente africano
A Petrobras já participa de outras operações na África, incluindo países como Namíbia, São Tomé e Príncipe, e África do Sul.
Em São Tomé e Príncipe, a empresa está envolvida em quatro blocos, sendo a maioria operada pela Shell, enquanto na África do Sul, está presente no bloco Deep Western Orange Basin (Dwob), sob a operação da TotalEnergies.
Na Namíbia, a Petrobras firmou contrato para adquirir participação no Bloco 2613 e aguarda aprovação das autoridades locais para a efetivação do consórcio, também gerido pela TotalEnergies.
Além de sua atuação no continente africano, a empresa brasileira mantém operações em países como Argentina, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos. Recentemente, em junho de 2026, firmou um acordo de cooperação técnica com a Pemex, focando em projetos no Golfo do México.
Exploração na Margem Equatorial
No momento, a Petrobras se encontra em um avanço significativo na exploração de petróleo na Margem Equatorial, situada no extremo norte do Brasil.
Considerada uma área com enorme potencial, a Margem Equatorial se assemelha na importância ao pré-sal, que é responsável por mais de 83% da produção própria de óleo e gás da Petrobras, excluindo o que é gerado por empresas parceiras.
Nesta semana, a estatal divulgou detalhes sobre os achados de petróleo no poço Morpho, localizado a 175 km de Oiapoque, Amapá, e cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas. A empresa prossegue com perfurações para determinar a capacidade do reservatório, além de análises da qualidade do petróleo encontrado.
A Petrobras tem indicação de que a produção no pré-sal poderá atingir seu pico até 2034, a menos que novas reservas sejam descobertas.
Fonte: Agência Brasil/EBC







