A fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil está sob investigação pela Polícia Federal (PF). O senador deixou o país desobedecendo uma ordem judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que havia determinado a entrega de seus passaportes e que ele não poderia sair do território nacional.
Este pedido de restrição foi feito pela PF logo após a sua derrota nas eleições presidenciais, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito no último domingo (25). O ministro Moraes acatou a solicitação da PF para garantir que Flávio não deixasse o Brasil.
Desdobramentos da fuga
De acordo com a Polícia Federal, Flávio cruzou a fronteira com a Argentina na terça-feira (27) e embarcou em um voo particular para os Estados Unidos, acompanhado pela esposa e suas duas filhas. A PF observou que não há registros de sua passagem por nenhum posto de controle migratório brasileiro.
Além disso, o órgão já havia solicitado ao STF medidas para impedir a fuga do parlamentar no dia do segundo turno das eleições.
A controvérsia sobre a fuga ganhou força após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, sugerir em uma live que, caso perdesse a eleição, Flávio deveria deixar o Brasil para liderar a oposição de fora do país. Atualmente, Eduardo também está nos Estados Unidos, apesar de ter um mandado de prisão ativo no Brasil.
Flávio é alvo de investigação por supostos crimes de lavagem de dinheiro e financiamento irregular, incluindo um caso que envolve o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida de seu pai, Jair Bolsonaro.
Medidas cautelares e restrições
As restrições solicitadas pela Polícia Federal foram atendidas pelo ministro Moraes, abrangendo a confiscação dos passaportes e a proibição de Flávio de manter contato com outros investigados. A gestão atual considera que, apesar das restrições, Flávio não pode ser classificado automaticamente como um foragido da justiça.
Após a determinação judicial, os passaportes de Flávio foram cancelados e um alerta migratório foi adicionado ao sistema para controlar sua movimentação nas fronteiras. A PF afirmou que tem atuado dentro da legalidade, respeitando as ordens judiciais.
Fonte: Agência Brasil/EBC







