O São Paulo estima que poderá deixar de receber mais de R$ 450 milhões caso avance a medida provisória que restringe a publicidade de casas de apostas. A projeção considera os valores previstos no contrato firmado com a Superbet até 2030.
O acordo estabelecia reajustes anuais na parcela fixa paga ao clube, o que elevaria gradualmente a receita tricolor nas próximas temporadas.
Projeção chega a R$ 560 milhões
Considerando os valores e componentes variáveis previstos no contrato, a estimativa total poderia alcançar R$ 560 milhões entre 2027 e 2030.
Para chegar a essa projeção, o São Paulo utiliza como referência uma remuneração de aproximadamente R$ 140 milhões por temporada, mantendo esse valor como parâmetro para os quatro anos analisados.
Os valores, entretanto, seriam submetidos às revisões previstas no contrato.
Contrato estabelece valores mínimos
O acordo também determina pisos de pagamento ao São Paulo antes da aplicação das cláusulas variáveis. Os valores previstos para cada temporada são:
- 2027: R$ 105 milhões
- 2028: R$ 112 milhões
- 2029: R$ 118 milhões
- 2030: R$ 120 milhões
Somados, os valores mínimos chegam a R$ 455 milhões no período.
Caso as restrições impeçam a continuidade dos contratos com empresas do setor, esse montante representa a receita mínima que o São Paulo calcula que poderá deixar de receber.
Clubes da Série A também seriam afetados
O impacto não se limita ao São Paulo. Segundo o levantamento apresentado, 13 dos 20 clubes da Série A possuem atualmente patrocínios de empresas de apostas.
Os contratos dessas equipes representam mais de R$ 900 milhões em receitas fixas por temporada.
O Flamengo aparece com o maior acordo citado, recebendo R$ 220 milhões por ano da Betano. Na outra ponta está a Chapecoense, com um contrato de R$ 10 milhões anuais com a ZeroUm.
Medida ainda será analisada pelo Congresso
A medida provisória deverá seguir para análise do Congresso Nacional, com votação prevista para novembro.
O governo defende as restrições sob o argumento de que as apostas podem comprometer parte da renda das famílias e também gerar impactos na área de saúde pública, além das consequências econômicas.
Enquanto a discussão avança, o São Paulo acompanha o cenário para definir os próximos passos em relação ao acordo com a Superbet.








