O São Paulo estabeleceu uma estratégia para reduzir a tensão com o time. A administração pretende regularizar todos os salários e direitos de imagem pendentes até o fim de setembro, empregando os fundos obtidos por meio da antecipação de receitas da Ticketmaster.
Os valores pendentes variam de acordo com o contrato de cada jogador: há atletas com dois meses de atraso e outros com até quatro. A situação foi exposta por líderes de torcidas organizadas durante protesto no CT e se tornou fonte de desgaste interno.
De onde sai o dinheiro
O São Paulo fechou acordo com a Ticketmaster para a comercialização de ingressos e a gestão do sócio-torcedor por cinco anos. O contrato prevê repasse total de R$ 140 milhões, sendo R$ 110 milhões antecipados no momento da assinatura.
A operação já foi aprovada pelo Conselho Deliberativo, mas ainda precisa do aval do Conselho de Administração. A expectativa é de que a liberação ocorra nos próximos dias.
O cenário financeiro do São Paulo
O clube convive com dívida próxima de R$ 1 bilhão. O próximo balanço deve registrar, pela primeira vez na história, a marca negativa bilionária.
Com o reforço no caixa, a prioridade é colocar os vencimentos do elenco em dia, reduzir o atrito interno e estabilizar o ambiente para a sequência da temporada — principalmente com a Sul-Americana e a luta contra o rebaixamento no Brasileirão.
O que falta
A liberação dos valores depende da conclusão do trâmite no Conselho de Administração. Internamente, o clube trabalha com o objetivo de regularizar todos os pagamentos até 30 de setembro. A medida é vista como essencial para evitar novas crises nos bastidores.







