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Home - Brasil

Selic cai para 13,75% ao ano após decisão do Copom

Editor by Editor
16 set 2026
in Brasil
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A Selic caiu para 13,75% ao ano após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (16). Ao anunciar a redução da taxa básica de juros, o Comitê destacou a desaceleração recente da inflação e a moderação gradual da atividade econômica, mas ressaltou que o cenário ainda exige cautela diante das expectativas de inflação acima da meta e dos riscos econômicos internos e externos.

Segundo o Copom, a decisão é compatível com a estratégia de promover a convergência da inflação para próximo da meta ao longo do horizonte considerado pela política monetária.

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O Comitê informou ainda que continuará acompanhando os novos indicadores antes de definir a magnitude total do atual ciclo de calibração da política monetária.

Selic a 13,75%: por que o Copom reduziu os juros?

A avaliação apresentada pelo Comitê mostra que os indicadores econômicos divulgados desde a reunião anterior apontam uma moderação gradual da atividade, principalmente nos setores considerados mais cíclicos.

Apesar desse movimento, a atividade econômica continua em nível considerado resiliente, enquanto o mercado de trabalho permanece aquecido.

No campo dos preços, as informações mais recentes mostram desaceleração tanto da inflação cheia quanto da média das medidas subjacentes.

Esses indicadores passaram a ficar abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, embora ainda estejam acima da meta.

O Copom considera que a redução dos juros para 13,75% ao ano é compatível com esse cenário e com o objetivo de fazer a inflação convergir para a meta.

Segundo o Comitê, a decisão também contribui para suavizar as oscilações da atividade econômica e fomentar o pleno emprego, sem deixar de priorizar a estabilidade dos preços.

Expectativas de inflação continuam acima da meta

Apesar da desaceleração recente, as expectativas de inflação para os próximos anos permanecem elevadas.

De acordo com os números apresentados pelo Copom, a pesquisa Focus aponta expectativa de inflação de 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027.

Já a projeção do próprio Comitê para o primeiro trimestre de 2028, atualmente considerado o horizonte relevante para a política monetária, está em 3,2% no cenário de referência.

As projeções do Copom para o IPCA acumulado em quatro trimestres são de 5,2% em 2026, 3,9% em 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028.

Projeções de inflação apresentadas pelo Copom

Índice de preços202620271º tri de 2028
IPCA5,2%3,9%3,2%
IPCA livres5,2%4,1%3,2%
IPCA administrados5,3%3,5%3,2%

No cenário de referência, a trajetória dos juros é baseada na pesquisa Focus. A taxa de câmbio utilizada parte de R$ 5,15 por dólar e evolui conforme a paridade do poder de compra.

O preço do petróleo acompanha aproximadamente a curva futura durante os próximos seis meses e, depois desse período, passa a considerar aumento de 2% ao ano.

Também é utilizada a hipótese de bandeira tarifária amarela em dezembro de 2026 e dezembro de 2027.

Copom aponta riscos para a inflação

O Comitê considera que os riscos para a inflação continuam superiores ao habitual, tanto para cima quanto para baixo, mas com maior peso para os fatores que podem pressionar os preços.

Entre os riscos de alta está uma desancoragem das expectativas de inflação por um período mais prolongado.

O Copom também menciona possíveis impactos decorrentes do petróleo e seus derivados, efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e os custos de energia e uma inflação de serviços mais resistente do que o projetado.

Outro risco considerado é uma combinação de políticas econômicas internas e externas com impacto inflacionário maior que o esperado, incluindo a possibilidade de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.

O Comitê acompanha ainda eventuais estímulos à demanda, especialmente ao consumo, que possam fazer a atividade econômica crescer acima do produto potencial.

Entre os riscos que poderiam contribuir para uma inflação mais baixa estão uma desaceleração da economia brasileira superior à esperada, uma desaceleração global mais intensa e uma redução nos preços das commodities.

Cenário internacional também exige cautela

O ambiente externo permanece entre os fatores acompanhados pelo Copom.

O Comitê destacou a indefinição relacionada aos conflitos armados no Oriente Médio e as incertezas sobre a política monetária em algumas economias avançadas.

Esse ambiente ocorre em meio ao aumento da volatilidade nos preços de ativos e commodities, situação que, segundo o Copom, exige cautela por parte das economias emergentes.

No cenário doméstico, o Comitê também continua observando os impactos da política fiscal sobre a política monetária e os ativos financeiros.

Os indicadores correntes da atividade são considerados compatíveis com uma trajetória de desaceleração no acumulado de 2026.

Copom não antecipa tamanho dos próximos cortes

Mesmo com a redução da Selic para 13,75% ao ano, o Comitê não definiu previamente o tamanho de eventuais novos movimentos na taxa de juros.

Segundo o comunicado, a magnitude total do ciclo será determinada conforme novas informações forem divulgadas e de acordo com a evolução dos riscos associados aos preços.

O Copom também afirmou que acompanhará com atenção as expectativas de inflação para horizontes mais longos, já que a desancoragem dessas projeções pode contribuir para a formação dos preços e elevar o custo necessário para reduzir a inflação.

Votaram pela decisão Gabriel Muricca Galípolo, presidente do Comitê, Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.

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