O fenômeno El Niño de 2026 alcançou um novo recorde histórico de aquecimento, conforme os dados liberados na tarde desta terça-feira (3) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em outubro, a anomalia da temperatura da superfície do mar na região do El Niño 3.4 foi de 2,47 graus Celsius (°C), marcando o maior nível já registrado para esse mês e indicando a intensidade do fenômeno como extremamente forte.
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As medidas climáticas na seara do El Niño 3, que possui grande influência sobre o clima da América do Sul, mostraram uma anomalia mensal de 3,56 ℃.
Essas regiões estão situadas no Oceano Pacífico.
Marcos no Pacífico
A análise dos dados ao longo da semana, que teve início em 1981, também revela, segundo o Inmet, registros extremos em outras áreas monitoradas do Pacífico Equatorial.
Na divisão El Niño 1+2, próxima à costa do Peru e Equador, a última semana de outubro observou uma anomalia de +4,6 °C, igualando o recorde estabelecido em junho de 1983, embora essa área tenha pouca influência no clima brasileiro.
No segmento El Niño 3, a anomalia atingiu +3,7 °C na última semana de outubro, marcando um novo recorde semanal, superando o valor anterior de +3,6 °C, registrado em dezembro de 1982.
Aspectos do El Niño
O El Niño é um fenômeno que se caracteriza pelo aquecimento irregular das águas superficiais no Pacífico Equatorial. Este fenômeno altera a circulação atmosférica no planeta e impacta os padrões de chuva e calor em diferentes regiões do Brasil.
O fenômeno deste ano começou a se formar em junho e demonstrou um padrão acelerado de aquecimento nos meses seguintes, com a Organização Mundial de Meteorologia indicando que pode ser um dos maiores já documentados.
O Inmet observa que a gravidade dos efeitos depende da intensidade do evento, da estação do ano e de fatores atmosféricos locais. O monitoramento nas próximas semanas é essencial para avaliar como o que está acontecendo pode modificar o clima brasileiro.
Fonte: Agência Brasil/EBC








