Uma significativa celebração da carreira de Liz Marins, criadora da icônica Liz Vamp, ocorrerá na 17ª edição do CineFantasy. O festival, que tem início nesta terça-feira (1º) em São Paulo, se estende até 6 de setembro e contará com a exibição de 70 filmes provenientes de 24 países e regiões.
A programação traz uma variedade de curtas e longas-metragens, tanto do Brasil quanto de outros continentes, muitos dos quais serão vistos pela primeira vez na capital paulista. As obras estão organizadas em várias mostras, incluindo Animação Fantástica, Brasil Fantástico, Estudante, Fantasia, FantasTeen, Ficção Científica e Horror.
Segundo Eduardo Santana, diretor e idealizador do evento, o festival busca facilitar o acesso de novos cineastas a uma plataforma de visibilidade.
Este ano, pela primeira vez, o CineFantasy se espalha por locais como o Museu da Imagem e do Som, Cine Olido, Centro de Formação Cidade Tiradentes e 26 Centros de Educação Unificados (CEUs), além de ser transmitido em plataformas de streaming gratuitas como DarkFlix+ e SpCine Play. A mudança visa atender à demanda do público que enfrentava dificuldades logísticas nas edições anteriores, frequentemente localizadas no centro da cidade.
O festival também inclui mostras competitivas, onde categorias como Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Roteiro serão premiadas em uma cerimônia de encerramento no MIS. Os vencedores do Melhor Curta e Melhor Longa receberão a indicação do CineFantasy para falarem no Fantlatam – Alianza Latinoamericana de Festivales de Cine Fantástico.
Programação
A abertura do festival será marcada pela estreia brasileira do documentário Occupy Cannes, de Lily-Hayes Kaufman, ao lado do curta Lúmen, dirigido por Marcos DeBrito. O curta, desenvolvido por 30 participantes em uma oficina do evento anterior, retornará agora como uma obra finalizada, tendo conquistado prêmios em festivais internacionais.
O documentário Occupy Cannes documenta a trajetória da Troma, produtora independente que atua desde a década de 1970 e lançou carreira de artistas como Samuel L. Jackson.
Na seção de Longas-Metragens Nacionais, duas produções brasileiras estrearão mundialmente. Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista, sob a direção de Roger Elarrat, combina horror e realismo fantástico com uma narrativa ambientada na Amazônia. Por outro lado, O Retrato de Sarah, de Leonardo Costa, aborda a obsessão e o processo criativo de uma jovem artista em um cenário de terror.
Entre os destaques internacionais, estará o longa Sangrar (Bleed), de diretores norte-americanos, que segue uma família atormentada após um crime brutal durante a noite de Halloween. Um dos diretores estará presente para a exibição.
Fonte: Agência Brasil/EBC







