O valor do dólar comercial subiu 1,15% nesta quinta-feira (15), fechando a R$ 5,09, enquanto as ações brasileiras enfrentaram um recuo próximo de 1%, marcando 204 mil pontos. O dia foi de precaução nos mercados, com os investidores monitorando as últimas atualizações sobre a eleição e possíveis novas medidas econômicas, como a proposta de tarifa grátis nos transportes aos finais de semana.
No cenário externo, a moeda americana encontrou dificuldades frente a outras divisas. O petróleo, por sua vez, teve um desempenho desigual, com o Brent caindo e o WTI se valorizando.
Números Relevantes
- Dólar à vista: R$ 5,087 (+1,15%)
- Máxima do dólar: R$ 5,098
- Queda acumulada no mês: 1,70%
- Queda acumulada no ano: 7,33%
- Ibovespa: 204.324,26 pontos (-1,06%)
- Queda semanal do Ibovespa: 2,27%
- Alta mensal do Ibovespa: 9,65%
- Petróleo Brent: US$ 105,92 por barril (-0,13%);
- Petróleo WTI: US$ 97,97 por barril (+3,03%).
Dólar próximo de R$ 5,10
A moeda dos Estados Unidos valorizou-se ao longo do pregão, alcançando R$ 5,098 nas últimas transações, embora tenha terminado o dia cotada a R$ 5,087. Esse é o maior valor para fechamento desde 2 de outubro, quando a moeda estava a R$ 5,216. O comportamento no Brasil contrastou com o desempenho do dólar no exterior, onde, por volta das 17h, o índice DXY – que mede a moeda americana em relação a seis outras importantes – apresentou uma queda de 0,53%, atingindo 102,015 pontos.
Os operadores estavam atentos a uma nova pesquisa eleitoral e a potenciais mudanças econômicas. A especulação em torno do possível anúncio de tarifa zero para o transporte público durante fins de semana e feriados por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também influenciou a decisão dos investidores.
Apesar de um crescimento recente em seu valor, o dólar continua a registrar uma baixa acumulada de 1,70% em outubro e de 7,33% no acumulado do ano.
Bolsa sofre perdas
O Ibovespa experimentou um dia instável, oscilando ao redor de 205 mil pontos, mas intensificou as perdas no fim do expediente, encerrando com uma queda de 1,06%, a 204.324,26 pontos. As preocupações em relação à situação política e às possíveis medidas econômicas que podem afetar financeiramente o país trouxeram aversão ao risco entre os investidores.
O volume financeiro da sessão foi de R$ 27 bilhões. Mesmo com a queda, o Ibovespa mantém uma alta acumulada de 9,65% no mês e 26,81% durante 2026. Entretanto, pela última semana, o índice recuou 2,27%.
Petróleo apresenta resultados mistos
Os preços do petróleo encerraram a semana sem uma tendência clara, influenciados por ajustes após a valorização anterior. As tensões no Oriente Médio e as relações entre Rússia e Ucrânia também permaneceram como pontos de preocupação, juntamente com os indícios de crescimento na oferta global.
O petróleo tipo Brent encerrou em US$ 105,92 por barril, com uma ligeira baixa de 0,13%, enquanto o WTI, para novembro, subiu 3,03%, alcançando US$ 97,97 por barril. A quantidade disponível no mercado é uma preocupação constante; os estoques de petróleo nos Estados Unidos mostraram uma queda superior a 8,5 milhões de barris, superando as expectativas, e a Agência Internacional de Energia indicou que a liberação de cerca de 100 milhões de barris das reservas estratégicas, anunciada anteriormente pelo G7, será acelerada.
Fonte: Agência Brasil/EBC








